JOHN WATERS
Expert em auto-promoção, ele é uma espécie de dândi pós-moderno que agrada grandes estúdios mas preserva a alma indie. Fala de "Cecil B. Demented".

John Waters, 54 anos, tem uma das caras mais conhecidas do mundinho cinematográfico americano. Diretor do cult "Pink Flamingo", Waters sempre fez um cinema outsider, meio underground. Mas sempre desfilou nos maiores eventos cinematográficos e nas revistas mais badaladas. Tudo isso, graças a sua capacidade de se auto promover. Ele é um "promoter" nato. Não precisa de assessores, nem divulgadores. Waters é um ícone da cultura indie americana. Elegante, de maneiras finas, considerado um excêntrico, explora temas relacionados ao mal gosto, e a perversidade humana. Há 30 anos está no mercado e no fundo, tentando sobreviver e manter seu trabalho como tantos cineastas autorais.
Waters está lançando o seu novo filme, “Cecil B. Demented”, que é uma reflexão sobre a frustração de um cineasta com o enfadonho e restritivo box office (bilheteria mesmo), uma obsessão da indústria cinematográfica. O personagem Cecil (Stephen Doprff) é uma espécie de alter ego de Waters, um diretor terrorista que rapta uma estrela de Hollywood, Honey Whitlock (Melanie Griffith), forçando a fazer o seu últmio filme.
"Basicamente eu ataco coisas que gosto. A indústria vai rir com este filme. Não adianta sonhar, as pessoas não vão mais ao cinema assistir filmes independentes", dispara Waters. Nesta entrevista, ele fala de Melanie Griffith, como promove seu trabalho há 30 anos, as regras do Dogma de John Waters, a diferença entre os indies e os estúdios e como hoje o sucesso chega para alguns de forma bombástica.

(Francesca Azzi)

Interview tem o apoio de


Cena de "Cecil B. Demented"

indieWire >> Esta é a sua primeira entrevista sobre seu novo filme “Cecil B. Demented”. Sei que dará muitas ainda. Você sabe conduzir e lidar muito bem com isto. Estamos no seu apartamento e não há divulgadores, nem promotores aqui. Você é muito bom em assessoria de imprensa.

John Waters >> Faço isto há 30 anos. Faço parte da mídia. Eu leio uma centena de revistas por mês. Você me usa e eu te uso. É um velho jogo. Uma das razões nas quais eles me deixam fazer filmes é porque sabem que faço assim. Se você não faz assim, as distribuidoras detestam. Porque você não pode comprar espaço editorial, não é sobre dinheiro, é a única coisa. Eles sabem que eu trabalharei pelo filme porque quero que as pessoas o vejam. Acho que isto ajuda muito. Ninguém está em pé na fila para fazer meus filmes. Não tenho um acordo garantido para fazer mais de 3 filmes. Mas eu quero continuar fazendo-os e faço o que posso. [risos]

iW >>   Como você conseguiu Melanie Griffith para o papel principal?

Waters >> Eu adoro a Melaine, já a conhecia antes e suspeitava que ela teria bom senso de humor. Ela foi muito corajosa ao fazer este filme, certamente há diálogos bem familiares.[risos] Acho que ela teve uma ótima performance. Ela é o cara correto do filme, tudo acontece a ela. Ela começou com aquele jeito de estrela que só a Melanie pode ser, mas acabou muito fortalecida no final. Encontrei-a na sua casa. Ela tem uma casa de estrela de cinema, com um grande portão e carros esportes na garagem. Ela estava com uma calça Levis justa, camiseta e nenhuma maquiagem, o que achei ótimo. Pensei: “Posso me dar bem com ela”. Você pode perceber pelos filmes que ela anda fazendo... Ela fez aquele filme do Larry Clark. Está  se arriscando para fazer bons filmes. O que é realmente um risco quando você já está nos 40, é conhecida como uma garota glamorosa e se permite ir num caminho diferente dos papéis ingênuos. Acho que Antonio Banderas deu muito apoio para que ela fizesse este filme. Ele começou sua carreira com Pedro Almodóvar e acho que isto ajudou. Não sei se ele a encorajou, mas estava sempre presente no set e deu muito apoio a ela.

iW >> Você esteve trabalhando no grandes estúdios. Como é isto comparado aos independentes?

Waters >> Os grandes estúdios e os independentes são quase a mesma coisa agora. Há muito pouca diferença. A não ser que seu filme custe menos que 1 milhão de dólares e você levante o dinheiro em alguma parceria limitada. Era o que eu costumava fazer. Para os estúdios você tem que dar entrevistas [risos]. Você acha que Cecil (personagem do seu último filme) daria entrevistas? Ele teria raptado o general e o forçado a escrever uma crítica que ele ditaria. Você acha que ele formaria uma parceria limitada? Não, eles roubariam o dinheiro, é o que eles faziam. Eles diziam que o orçamento é zero dólares. Mas Cecil não ligava se o filme fosse ou não exibido. Ele ligava apenas para a última tomada. Ele praticamente editava na câmera. Pensando bem, meu filme “Pink Flamingo” também foi filmado como uma peça de teatro, com a mesma câmera.

iW >> Há esta recente campanha para capturar a “realidade” ou ao menos aproximar dela. No novo trabalho de Mike Figgis, ele filmou tudo em 96 minutos continuamente, sem cortes. Há também o Dogma 95 que tenta captar a realidade. Onde seu trabalho encaixa nisto?

Waters >>“Pink Flamingo” foi um filme do Dogma. Não exatamente porque você não pode ter mortes no Dogma. Mas eu fiz as regras do meu“Dogma John Waters” para uma revista. E minhas regras eram: NC-17 (menores de 17, acompanhados por adultos) sem sexo e violência, uma trilha musical tão horrível que nenhuma companhia de discos no mundo iria lançar, um fotógrafo cego. Ao invés de pegar grandes estrelas de cinema, pegar gente velha que não trabalha há 20 anos e pagá-las muito bem, 1 milhão de dólares! Este é o meu Dogma 2000. Acho que Cecil tinha o seu próprio Dogma também. Muitos diálogos no filme expressam isto. O personagem de Melanie no início tenta brigar com ele dizendo: “Pergunte aos donos de cinema no mundo, fazemos os melhores filmes”. Há verdade nisto também. É por isso que nos outros países as empresas de cinema estão saindo do negócio. Somos terrorristas para os negócios de cinema de cada país porque estamos expulsando-os do mercado. Os filmes hollywoodianos estão, de certa forma, aterrorrizando as comunidades de cinema nacionais, em todos os países da Europa.

iW >> Mas o cinema independente que já está estabelecido, é tão culpado quanto, certo?

Waters >> O Canal Plus e o press release de divulgação do filme continuam chamando “Cecil” de cinema independente e continuo cortando e dizendo que não. Não é independente, é underground, é subversivo.  É possível ter um festival de Pasolini hoje em dia, mas ninguém iria. Outro dia fui ver um filme, que não vou falar o nome porque sinto péssimo por ele. Um novo filme independente e popular que estava em cartaz. Eu era a única pessoa no cinema. A projeção deu problema, e ninguém estava lá para arrumar. Aí eu saí e reclamei. Não adianta sonhar, as pessoas não vão ao cinema. Eu queria me transformar em Cecil B. Demented na mesma hora e com uma pistola acertar o projecionista [risos]. A pessoas não querem ir mais ao cinema.
Todo mundo parece saber sobre este business agora. Há 20 anos atrás, você precisava ler a Variety para saber como andava as bilheterias. Agora até minha mãe sabe qual é a segunda maior bilheteria do país. O que não significa nada, porque não nos dizem em quantos cinemas estão em cartaz e quanto gastaram com propaganda. O público segue Top 10 que não faz nenhum sentido.

iW>> Como você sente a atmosfera geral da produção cinematográfica hoje?

Waters >> O clima geral está bom. Eles estão prontos para qualquer coisa. Quando eu fiz “Pink Flamingo” não era assim. Agora eles adoram pegar o garoto mais esquisito do Kansas com um filme fuleiro que eles consideram bom. O problema é que, logo depois, ele terá um negócio em Hollywood e o próximo filme custará 40 milhões de dólares. Este é o problema. Um aceitação muito rápida. Para mim tudo o que aconteceu foi gradualmente durante 30 anos. Não há nenhuma chance de ficar confuso com o sucesso. É gradual e você cresce com isto. Eu nunca voei de primeira classe antes dos 40 anos, então não tenho nenhum constrangimento em fazê-lo agora [risos]. Eu pago minhas dívidas.

Por Anthony Kaufman


:: Ang Lee::
Diretor fala sobre seu último filme "Lust, Caution", e aponta o que há em comum entre seus filmes aparentemente de gêneros tão distintos: relacionamentos e amor.

:: Pascale Ferran ::
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:: Apichatpong Weerasethakul ::
Diretor tailândes de Síndromes e um Século fala sobre o fazer cinematográfico: "a realização cinematográfica é o meu modo de vida, portanto ela sempre se transformará de acordo com as pessoas que conhecer, lugares que visitar".

:: Sean Ellis ::
Diretor britânico fala de Cashback e dá seu conselho: "Implore, pegue emprestado, mas não roube... Você chegará lá se sua determinação for maior do que as coisas que podem atrasá-lo..."

:: Jason Kohn::
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:: Bong Joon-Ho ::
O diretor sul-coreano fala nesta entrevista sobre o seu badalado e elogiado terceiro longa “The Host”. O diretor de 37 anos ainda dá um conselho aos iniciantes: “Quanto mais original for sua imaginação, mais as pessoas vão rir de você. Ignore o ridículo dessas pessoas e cresça até ser um grande diretor”.

:: John Cameron Mitchell ::
O diretor americano fala das suas influências, seus filmes favoritos e como foi o diferente processo de realização do seu último trabalho, o polêmico para uns, pornográfico para outros, "Shortbus".

:: Matthew Barney ::
O artista americano fala nesta entrevista sobre seu último trabalho "Drawing Restraint 9", em que ele também é ator junto com a sua mulher, a cantora Bjôrk, que assina a trilha do filme.

:: Neil Jordan ::
O diretor irlandês, que possue uma filmografia que reúne filmes de gêneros e perfis diversos, fala nesta entrevista sobre seu último filme "Café da Manhã em Plutão", um drama que traz um personagem principal cômico, inocente e glamuroso.

:: Phill Morrison ::
Diretor que acaba de lançar "Junebug", está sendo cotado como a nova voz do cinema independente americano, num momento considerado crítico em que faltam talentos.

:: Todd Solondz ::
Eternamente identificado como um diretor americano do cinema indie, Solondz fala nessa entrevista sobre seu último filme "Palindromes", um tipo diferente de filme. Para ele, "em tudo que eu faço sou limitado por minha experiência de vida, pelo que eu vejo no mundo, pela minha imaginação"

:: Hirokazu Kore-eda ::
O diretor japonês, nascido em Tóquio em 1962, fala nessa entrevista sobre seu quarto longa-metragem "Ninguém Pode Saber", em que quis mostrar a força e o desejo das crianças pela vida, a vulnerabilidade e a complexidade infantil.
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:: Zhang Yimou ::
Um dos mais importantes diretores chineses fala nessa entrevista sobre seu filme "Herói", um filme de artes marciais feito como um filme de arte. Conta também detalhes sobre a produção do filme, as cenas de ação e sobre os atores.

:: Michel Gondry e Charlie Kaufman ::
A dupla formada pelo diretor francês e o escritor e roteirista americano é imaginativa e caótica. Desta vez, eles estão juntos novamente em "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças". Nesta entrevista, eles falam sobre os seus métodos de trabalho e de como o caos é fundamental para a criação deles.

:: Jim Jarmusch ::
Ampliando o contraste entre o ator e o personagem, Jarmusch se auto-referencia em seu novo longa, "Coffee and Cigarettes". Criado inicialmente como uma série de esquetes, curtas, em 1986, Jarmusch deu continüidade ao projeto, sua meta era filmar momentos "não dramáticos" ou "o que se passa fora dos filmes".

:: Alejandro González Iñárritu ::
Diretor mexicano reconhecido por seu primeiro filme "Amores Brutos", Iñárritu volta a receber elogios por "21 Gramas". O filme, produzido nos Estados Unidos, traz o mesmo roteirista e diretor de fotografia de "Amores", mas para ele "é útil não aprender tanto. Manter a inocência e se sentir vulnerável".

:: Sofia Coppola::
A jovem diretora americana fala sobre seu segundo filme "Encontros e Desencontros". Trazendo no elenco o comediante Bill Murray, o filme "traz aqueles momentos em que você tem dias especiais com alguém que você não esperaria. Depois você tem que voltar para sua vida real, mas isso deixa uma marca em você".

:: Fernando León de Aranoa::
Diretor espanhol fala do seu premiado filme "Segunda-feira ao Sol" (Los Lunes al Sol), que recebeu os mais importantes prêmios Goya (2003). Falando de desempregados numa cidade portuária do norte da Espanha, traz uma grande atuação do ator Javier Bardem.

:: Danny Boyle::
O diretor inglês fala nesta entrevista sobre "Extermínio" (28 Days Later), que traz uma história de zumbis e foi rodado em DV nas ruas de Londres e Manchester. Boyle conta também sobre a seqüência do seu maior sucesso "Trainspotting".

:: Lucas Moodysson::
Diretor sueco fala nesta entrevista sobre seu terceiro longa-metragem "Lylia 4-Ever". Para ele, " é uma declaração sobre a dignidade humana, uma qualidade que constantemente está sendo corroída e corrompida no mundo hoje".

:: Robert Duvall::
Um dos mais conceituados atores americanos, dirige seu primeiro longa depois do aclamado pela crítica "O Apóstolo". Trazendo sua paixão pelo tango, "Assassination Tango" tem roteiro de Duvall e foi filmado em Buenos Aires.

:: Caroline Link::
A diretora alemã premiada com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por "Nowhere in Africa" fala nesta entrevista, concedida antes da indicação e da posterior vitória, sobre o que lhe atraiu nesta história e na África.

:: Gaspar Noé::
O filme "Irreversível" do diretor franco-argentino é antes de tudo polêmico, principalmente, por causa das cenas pesadas de sexo e estupro. Nesta entrevista, fala sobre como concebeu o filme, as cenas de sexo e o trabalho dos atores.

:: David Cronenberg::
O cineasta canadense fala do seu último filme "Spider", dos seus próximos projetos, do remake de "Scanners", mas principalmente, sobre a sua noção da realidade e a importância imperativa do corpo.

:: Elia Suleiman ::
O diretor palestino fala sobre seu último trabalho "Intervenção Divina" e o que pretende com o seu cinema: "multiplicar as possibilidades de leitura das minhas imagens me dá prazer. Tanto quanto possível, eu tento desdobrá-las. É a democratização da imagem".

:: Lynne Ramsay ::
A diretora escocesa do elogiado "Ratcatcher" fala sobre o seu último filme "Morvern Callar". Estrelado pela atriz inglesa Samantha Morton, para Ramsay o filme é sobre uma geração perdida e menosprezada, uma juventude sem cidadania.

:: Takashi Miike ::
O diretor japonês, conhecido por seus filmes de terror diz nesta entrevista sobre sua liberdade de criação e como o público é para ele um mistério.

:: Pedro Almodóvar ::
Nesta entrevista o diretor espanhol explica o complexo roteiro de "Fale Com Ela" e como se inspirou nas notícias de mulheres em coma. Fala também sobre solidão e comunicação e de como este filme, com cenas memoráveis, é sua antologia pessoal.

:: Todd Haynes ::
Diretor dos polêmicos "Veneno" e "Safe" cai no mainstream com "Longe do Paraíso" acompanhando de sua musa, Julianne Moore, mas sem deixar o fôlego experimental. Aqui ele comenta sobre como encontrar emoção no artificial, ultrapassar baixos orçamentos e correr riscos.

:: Godfrey Reggio ::
O gigante solitário, Reggio, fala de seu novo filme que encerra a famosa trilogia Qatsi, "Nagoyqatsi", um contundente hino à técnica.

:: Claude Miller ::
Conhecido como o cineasta que sempre fala de crianças, e suas desventuras, o francês Claude Miller lança nos EUA, "Alias Betty". Nesta entrevista, Miller explica porque gosta da complexidade feminina, da personagem parecida com Patricia Highsmith, do quebra-cabeças que é seu novo filme.

::Raja Amari ::
Intelectualmente articulada, a tunisiana Raja Amari estréia na direção de longas com "Satin Rouge" - sobre uma dona de casa, víuva, que dá uma reviravolta na vida através da dança do ventre. Amari afirma que há uma tendência das mulheres cineastas fazerem filmes sobre mulheres.

:: Neil LaBute ::
Mestre das relações imponderáveis e frias em filmes como "Na Companhia de Homens", o diretor Neil LaBute sai da ótica sexista e cai no mainstream com o romântico "Possessão", com a holly girl, Gwyneth Paltrow.

:: Michel Gondry ::
Gondry, que já foi aclamado pelos seus originais videoclipes, estréia na direção com "Human Nature", um filme que mistura ingenuidade, perversões e realismo. Aqui ele fala sobre como faz uso do conceito da palavra estúpido, sobre Fritz Lang, e sobre seus personagens nojentos.

:: Zhang Yimou ::
O premiado diretor chinês revela como treinou a nova atriz, Don Jiez, para o papel de uma menina cega em seu filme, a comédia naturalista "Happy Times" e sobre seu dom de descobrir talentos como Gong Li. E ainda sobre sua fixação com o cinema e sua preferência por tragédias.

:: Julio Medem ::
O diretor basco, do conceituado "Os Amantes do Círculo Polar", fala nesta entrevista sobre o seu novo filme "Lucía y El Sexo": do processo de ensaio dos atores, de sua preferência por histórias circulares e das filmagens e a fotografia feitas com uma nova câmera digital.

:: John Sayles ::
O eclético diretor americano, que já dirigiu e escreveu tanto filmes sobre conflitos sindicais, raciais e sociais quanto sobre aliens, vêm trazendo sua originalidade para o cinema americano que para ele é marcado pela simplificação. Ele fala sobre seu último filme "Sunshine State".

:: Hal Hartley ::
Ícone do cinema indie americano, ele quase frustrou-se em sua tentativa de mergulhar no cinemão de grandes estúdios em "No Such Thing". Mas, ao contrário de muito diretores do mundinho independente, manteve-se firme em seu propósito de continuar sendo Hal Hartley.

:: Mira Nair ::
A diretora indiana que estudou teatro no ambiente intelectual de Harvard e transitou do documentário para a ficção para explorar a força aglutinadora da familía em "Um Casamento à Indiana" , filme vencedor do Leão de Ouro em Veneza 2001.

:: Peter Bogdanovich::
O diretor americano que nos últimos anos tem se dedicado mais a crítica e as pesquisas sobre o cinema lança "The Cat's Meow". O filme foi inspirado numa história contada por Orson Welles sobre William Hearst, seu barco, uma fim de semana e algumas figuras hollywoodinas...

:: Todd Field ::
Ele é um ator que dirige filmes há dez anos. Nesta entrevista ele fala sobre seu filme "Entre Quatro Paredes", que tem os atores principais Sissy Spacek e Tom Wilkinson concorrendo ao Oscar 2002.

:: Robert Altman ::
Em plena forma em seus 76 anos, o diretor americano tem recebido prêmios e elogios por seu último filme "Gosford Park". Além de receber o Globo de Ouro de Melhor Diretor e três prêmios no New York Film Critics, Altman não pára.

:: Michael Haneke ::
O diretor austríaco de "A Professora de Piano" revela: "uma das coisas mais importantes para um cineasta é usar a fantasia do espectador. O público tem que fazer suas próprias cenas, e qualquer coisa que eu mostre significa diminuir a fantasia do espectador".

:: Danis Tanovic ::
A experiência de fazer documentários na guerra da Iugoslávia ele aproveitou no seu primeiro longa de ficção: "Terra de Ninguém". O filme ganhou cerca de 15 prêmios internacionais e foi escrito em 14 dias, filmado em 26 e editado em 12.

:: Guillermo del Toro::
Ele já trabalhou de forma independente e para grandes estúdios. Sempre fazendo filmes de terror e ação como o último "A espinha do Diabo". E ele resume: "tudo que eu quero nesta vida é que as pessoas que não gostem de nada em meus filmes, culpem somente a mim por isso".

:: Richard Linklater ::
Ele dirigiu seguidamente dois filmes muito diferentes: "Waking Life" é uma viagem filosófica em animação e "Tape", um filme digital sobre a vingança e a traição. Nesta entrevista ele fala como é bom trabalhar num filme como se fosse o último.

:: Jean-Pierre Jeunet ::
Nem mesmo seu diretor entende o sucesso estrondoso de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". Para ele é apenas um pequeno filme com uma história positiva sobre a generosidade.

:: Patrice Chéreau ::
O diretor de "A Rainha Margot", fala de "Intimidade" seu polêmico e sexual novo filme premiado no Festival de Berlim. E mais sobre emoção, sexo, diálogo e como é trabalhar em inglês.

:: David Lynch ::
Um homem de bem com suas idéias, um dos mais originais cineastas da atualidade fala do abstrato, místico e estranho último filme: "Mulholland Drive".

:: Brad Anderson ::
Diretor de "Próxima Parada Wonderland", vendido para a Miramax em 98 por seis milhões de dólares, fala dos dois filmes absolutamente distintos que esta lançando: a comédia "Happy Accidents" e o suspense "Session 9".

:: Alison Anders ::
A diretora indie americana utilizou sua própria experiência para fazer um filme sobre estupro. O filme é "Things Behind the Sun", foi feito em digital e estreou no último Festival de Sundance.

:: Kiyoshi Kurosawa ::
O diretor cult mistura estilos e faz uma espécie de novo gênero de terror japonês. Seu filme “Cure” de 1997 está sendo considerado um dos melhores lançamentos de 2001 nos EUA.

:: Tom Tykwer ::
O diretor, escritor e compositor alemão, autor do badalado "Corra, Lola, Corra", fala de seus filmes "The Princess and the Warrior" e de "Heaven", baseado num roteiro do mestre Krzysztof Kieslowski.

:: Tran Anh Hung::
Com sua conversa mansa, o super-articulado diretor vietnamita fala sobre seu último filme "As Luzes de um Verão". Além disto, conta sobre suas ecléticas fontes de inspiração, sobre o que o separa de Wong Kar-wai, e sobre sua identidade nacional, ou a falta dela.

:: Peter Greenaway ::
Numa entrevista bombástica o diretor inglês fala sobre seu último filme "8 Mulheres e Meia", sobre o puritanismo americano, necrofilia, e muito mais.

:: Allan Cumming & Jennifer Jason Leigh ::
A dupla de atores dirige, atua e produz "The Anniversary Party", um filme sobre as dificuldades dos relacionamentos.

:: István Szabó ::
Diretor de "Mephisto" volta às telas com 100 anos de história húngara em "Sunshine".

:: Wayne Wang ::
Diretor consagrado abre o jogo e fala de pornografia, cinema digital, experimental e independente com base no seu esperado último filme "The Center of the World".

:: Christopher Nolan ::
Ele explica tudo sobre o filme cult do momento=MEMENTO.

:: Jafar Panahi ::
"O Círculo" de Jafar Panahi coloca mais uma vez em evidência cineastas iranianos e sua maneira humanista de abordar as coisas da vida.

:: Wong Kar-Wai ::
Diretor fala de seu último filme,"Amor à Flor da Pele", suas influências latinas e sobre o boom do cinema asiático no mundo.

:: Stephen Daldry ::
O inglês Daldry, que vem do teatro, estréia nos cinemas com o sucesso de Billy Eliot.

:: Amos Gitai ::
O diretor israelense ordena o caos em 'Kippur", seu mais recente filme.

:: Darren Aronofsky ::
Depois do indie "PI", ele está de volta com outro cult: "Requiem For a Dream".

:: Lars Von Trier ::
Ele se revela na escuridão falando de "Dancer in The Dark".

:: François Ozon ::
O cinema sobre a perversidade do francês Ozon.

:: John Waters ::
Expert em auto-promoção, ele é uma espécie de dândi pós-moderno que agrada grandes estúdios mas preserva a alma indie. Fala de "Cecil B. Demented".

:: Abbas Kiarostami ::
"O Vento nos Levará": diretor iraniano nos dá esperança.

:: Zhang Yang ::
Novo expoente do cinema asiático, fala de "Banhos".

:: Alison Maclean ::
Diretora canadense é aclamada com seu filme " O Filho de Jesus" que traz atores revelação.