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JOHN CAMERON MITCHELL - 31/01/07
O diretor americano fala das suas influências, seus filmes favoritos e como foi o diferente processo de realização do seu último trabalho, "Shortbus" . Polêmico para uns, pornográfico para outros, o filme levou 2 anos e meio para começar a ser filmado, tempo que o diretor teve para construir junto com os atores seus personagens e o roteiro. E como conselho Mitchell diz: "a experiência de fazer um filme é mais importante do que o resultado, porque isso é uma parte da sua vida. Somente trabalhe com pessoas que você gosta".
O diretor John Cameron Mitchell causou um frisson na cena do cinema indie depois de ter criado a versão cinematográfica de um personagem que ele desenvolveu inspirado no mundo clubber de Nova York. Antes de virar filme, o personagem já fazia sucesso numa popular performance teatral. A versão para o cinema de "Hedwig - Rock, Amor e Traição" (“Hedwig and the Angry Inch”) foi desenvolvida com a participação de Mitchell nos laboratórios de Sundance, onde o filme ganhou mais tarde o prêmio do público e o prêmio do júri na edição de 2001, seguido por outros prêmios no circuito de festivais. Seu último filme “Shortbus” confirma a tendência do talentoso diretor em quebrar barreiras. O filme é um olhar cru sobre as vidas de um grupo de nova-iorquinos que transitam entre o lado cômico e sério do amor e do sexo em um clube infame e underground. O filme provocou um enorme zum-zum-zum no Festival de Cannes em maio de 2006 onde teve seu debut, e teve sua premiere norte-americana no Festival de Toronto. A distribuidora ThinkFilm lançou o filme nos cinemas nos EUA num circuito limitado, no final de 2006.
Interview
tem o apoio de

iindieWIRE>>O que o atraiu inicialmente na direção de filmes e como esse interesse evoluiu?
John Cameron Mitchell >> Eu sempre fui um entusiasta do cinema. Foi interessante ter me tornado um diretor mais tarde na vida (por muito tempo fui ator e escrevi peças de teatro) porque na época eu sabia do que eu gostava esteticamente mas não tinha nenhuma técnica. A versão de “Hedwig” para o teatro me garantiu a oportunidade de fazer a adaptação para o cinema. Os laboratórios de Sundance tiveram um valor incalculável para me ajudar a aprender como dirigir.
iW >> Por favor nos fale sobre como surgiu a idéia inicial para “Shortbus”.
JCM >> No final dos anos 90, eu vi alguns filmes europeus recentes que usaram o sexo de maneira não simulada. Eram todos bastante austeros embora consideravelmente eficazes (como “Fat Girl” de Catherine Breillat). Pensei que o sexo podia ser usado de diferentes maneiras. Assim começou essa idéia, como um exercício estético.
iW >> Você poderia elaborar um pouco mais esta idéia, incluindo suas influências (se existir alguma), e também suas expectativas para o projeto?
JCM >> Eu percebi que neste projeto os atores iriam se sentir vulneráveis, física e emocionalmente. Para criar um ambiente de trabalho mais seguro, eu decidi que os próprios atores deveriam ajudar a criar seus personagens através de improvisações. Nós pegamos algumas páginas de roteiros de Mike Leigh e John Cassavetes e escalamos alguns atores (nós evitamos agentes e estrelas e organizamos uma convocação pela internet). Eles então foram dirigidos numa série de oficinas de improvisação. Eu escrevi um roteiro tradicional a partir do material que as oficinas geraram. Juntos, nós trabalhamos 2 anos e meio antes de filmar.
iW >> Quais foram alguns dos maiores desafios que você enfrentou? Eles aconteceram ao desenvolver o projeto ou ao planejar e estabelecer a distribuição para “Shortbus”?
JCM >> O processo de desenvolvimento foi longo e prazeroso. Foi realmente perfeito. Claro que os atores ficavam sempre muito nervosos, mas nós tivemos muito tempo para trabalhar estas tensões. Alguns atores caíram fora (ironicamente, aqueles que ensaiaram personagens que não tinham cenas de sexo) o que me deixou triste. Mas eles eram jovens e não estavam acostumados com a colaboração. Foi difícil também quando eu tive que dispensar alguns atores porque o roteiro estava começando a ficar muito longo.
iW >> Como você conseguiu financiamento para o filme?
JCM >> O financiamento foi difícil porque, geralmente falando, as pessoas lhe dão o dinheiro comparando seu projeto com outros projetos que fizeram dinheiro. “Shortbus” não era comparável. Mas todos que desistiram do financiamento certamente queriam vê-lo! Alguns distribuidores simplesmente não podiam lançá-lo por causa das cenas explícitas - eles estavam receosos do que seus pais poderiam pensar (as empresas dos seus pais, isso sim). Quanto maior você é, mais lentamente você se move. Nós financiamos “Shortbus” com uma combinação eqüitativa entre empresas privadas: a maravilhosa companhia estrangeira de vendas Fortissimo (que pré-vendeu o filme no Japão e em outras partes) e a Q Television, um agora defunto canal de TV a cabo gay. Antes da nossa premiere em Cannes, nós estávamos nos preparando para uma distribuição própria (tão difícil quanto a auto-felação) mas ao invés disso nós tivemos 12 ofertas de distribuição nos EUA. Agora temos o prazer de trabalhar com a Thinkfilm.
iW >> Existem outros aspectos em fazer cinema (ainda no lado criativo da indústria) que você gostaria de explorar?
JCM >> Eu gostei muito de ser produtor executivo de “Tarnation” dirigido por Jonathan Coauette e produzido por Stephen Winter. Estou certo que vou fazer esse tipo de coisa outra vez.
iW >> Quem/quais são algumas das influências criativas que tiveram o maior impacto em você?
JCM >> Eu sou muito influenciado por John Cassavetes, Robert Altman, Hal Ashby, Emir Kusturica. E sou muito inspirado pela maneira muito pura e pelo jeito livre que Todd Haynes, Gus Van Sant e Lynne Ramsey trabalham.
iW >> Quais outros gêneros ou histórias que você gostaria de explorar como um cineasta?
JCM >> Eu gosto de tentar novas linguagens cinemáticas. Estou trabalhando em alguns projetos que são mais estilizados: uma história de crianças original chamada “Nigh” e um filme chamado “Oskur Fishman”.
iW >> Qual é a sua definição de “filme independente,” e isso mudou desde que você começou a trabalhar?
JCM >> Oh, eu não posso responder isso. É muito subjetivo. Eu acho que você sabe o que é quando você vê. È como a obscenidade.
iW >> Quais são alguns de seus filmes favoritos?
“Uma Mulher Sob Influência,” “Noites de Cabiria,” “A Conversação,” “Rede de Intrigas,” “Um Instante de Inocência (Makhmalbaf),” “Fanny e Alexander,” “Nashville,” “Gimme Shelter,” ...
iW >> Quais são alguns de seus filmes favoritos recentes?
JCM >> Eu não fiquei muito excitado com a safra deste ano, embora eu tenha ficado muito ocupado e não tenha visto muitos filmes. Gostei bastante de “Brothers of the Head”. No ano passado eu achei que tinha umas cenas em “Eu, Você e Todos Nós” que eram de fuder. Eu fiquei realmente encantado com muitos documentários nesses últimos anos: “To Be and To Have,” “Keep the River On Your Right,” “Boys of Baraka,” “My Architect,” “Rivers and Tides…”
iW >> Que conselho geral você daria aos cineastas emergentes?
JCM >> Eu diria para eles darem uma olhada em “Tarnation.” Você realmente pode fazer custando barato. Mas eles já sabem disso. Também, lembrem-se: a experiência de fazer um filme é mais importante do que o resultado, porque isso é uma parte da sua vida. Somente trabalhe com pessoas que você gosta.
Por: Brian Brooks
Tradução: Eduardo Cerqueira
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:: Ang Lee::
Diretor fala sobre seu último filme "Lust, Caution", e aponta o que há em comum entre seus filmes aparentemente de gêneros tão distintos: relacionamentos e amor.
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Pascale Ferran ::
Diretora francesa fala nesta entrevista sobre seu filme Lady Chatterley. Baseado no famoso livro de D.H. Lawrence.
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Apichatpong Weerasethakul ::
Diretor tailândes de Síndromes e um Século fala sobre o fazer cinematográfico: "a realização cinematográfica é o meu modo de vida, portanto ela sempre se transformará de acordo com as pessoas que conhecer, lugares que visitar".
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Sean Ellis ::
Diretor britânico fala de Cashback e dá seu conselho: "Implore, pegue emprestado, mas não roube... Você chegará lá se sua determinação for maior do que as coisas que podem atrasá-lo..."
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Jason Kohn::
Um diretor americano, seu primeiro filme, e a temática da corrupção, violência e a injustiça social no Brasil. Com os prêmios recebidos no último Sundance, Jason Kohn chamou atenção para o seu "Manda Bala".
:: Joe Swanberg ::
O diretor americano de 25 anos fala nesta entervista sobre seu terceiro longa "Hannah takes the Stairs". Swanberg é representante do movimento "mumblecore" que reúne jovens cineastas americanos que realizam filmes de baixíssimo orçamento, focados nas relações pessoais da geração vinte-e-poucos, sem roteiro e atores profissionais.
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Bong Joon-Ho ::
O diretor sul-coreano fala nesta entrevista sobre o seu badalado e elogiado terceiro longa “The Host”. O diretor de 37 anos ainda dá um conselho aos iniciantes: “Quanto mais original for sua imaginação, mais as pessoas vão rir de você. Ignore o ridículo dessas pessoas e cresça até ser um grande diretor”.
:: John Cameron Mitchell ::
O diretor americano fala das suas influências, seus filmes favoritos e como foi o diferente processo de realização do seu último trabalho, o polêmico para uns, pornográfico para outros, "Shortbus".
:: Matthew Barney ::
O artista americano fala nesta entrevista sobre seu último trabalho "Drawing Restraint 9", em que ele também é ator junto com a sua mulher, a cantora Bjôrk, que assina a trilha do filme.
:: Neil Jordan ::
O diretor irlandês, que possue uma filmografia que reúne filmes de gêneros e perfis diversos, fala nesta entrevista sobre seu último filme "Café da Manhã em Plutão", um drama que traz um personagem principal cômico, inocente e glamuroso.
:: Phill Morrison ::
Diretor que acaba de lançar "Junebug", está sendo cotado como a nova voz do cinema independente americano, num momento considerado crítico em que faltam talentos.
:: Todd Solondz ::
Eternamente identificado como um diretor americano do cinema indie, Solondz fala nessa entrevista sobre seu último filme "Palindromes", um tipo diferente de filme. Para ele, "em tudo que eu faço sou limitado por minha experiência de vida, pelo que eu vejo no mundo, pela minha imaginação"
:: Hirokazu Kore-eda ::
O diretor japonês, nascido em Tóquio em 1962, fala nessa entrevista sobre seu quarto longa-metragem "Ninguém Pode Saber", em que quis mostrar a força e o desejo das crianças pela vida, a vulnerabilidade e a complexidade infantil.
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:: Zhang Yimou ::
Um dos mais importantes diretores chineses fala nessa entrevista sobre seu filme "Herói",
um filme de artes marciais feito como um filme de arte. Conta também detalhes
sobre a produção do filme, as cenas de ação e sobre
os atores.
:: Michel Gondry e Charlie Kaufman ::
A dupla formada pelo diretor francês e o escritor e roteirista americano é imaginativa
e caótica. Desta vez, eles estão juntos novamente em "Brilho
Eterno de uma Mente sem Lembranças". Nesta entrevista, eles falam sobre os seus métodos de
trabalho e de como o caos é fundamental para a criação deles.
:: Jim Jarmusch ::
Ampliando o contraste entre o ator e o personagem, Jarmusch se auto-referencia
em seu novo longa, "Coffee and Cigarettes". Criado inicialmente como
uma série de esquetes, curtas, em 1986, Jarmusch deu continüidade
ao projeto, sua meta era filmar momentos "não dramáticos" ou "o
que se passa fora dos filmes".
:: Alejandro González Iñárritu ::
Diretor mexicano reconhecido por seu primeiro filme "Amores Brutos",
Iñárritu volta a receber elogios por "21 Gramas". O filme,
produzido nos Estados Unidos, traz o mesmo roteirista e diretor de fotografia
de "Amores", mas para ele "é útil não aprender
tanto. Manter a inocência e se sentir vulnerável".
:: Sofia Coppola::
A jovem diretora americana fala sobre seu segundo filme "Encontros e Desencontros".
Trazendo no elenco o comediante Bill Murray, o filme "traz aqueles momentos
em que você tem dias especiais com alguém que você não
esperaria. Depois você tem que voltar para sua vida real, mas isso deixa
uma marca em você".
:: Fernando León de Aranoa::
Diretor espanhol fala do seu premiado filme "Segunda-feira ao Sol" (Los
Lunes al Sol), que recebeu os mais importantes prêmios Goya (2003). Falando
de desempregados numa cidade portuária do norte da Espanha, traz uma grande
atuação do ator Javier Bardem.
:: Danny Boyle::
O diretor inglês fala nesta entrevista sobre "Extermínio" (28 Days
Later), que traz uma história de zumbis e foi rodado em DV nas ruas de
Londres e Manchester. Boyle conta também sobre a seqüência
do seu maior sucesso "Trainspotting".
:: Lucas Moodysson::
Diretor sueco fala nesta entrevista sobre seu terceiro longa-metragem "Lylia
4-Ever". Para ele, " é uma declaração sobre a dignidade
humana, uma qualidade que constantemente está sendo corroída e
corrompida no mundo hoje".
:: Robert Duvall::
Um dos mais conceituados atores americanos, dirige seu primeiro longa depois
do aclamado pela crítica "O Apóstolo". Trazendo sua paixão
pelo tango, "Assassination Tango" tem roteiro de Duvall e foi filmado
em Buenos Aires.
:: Caroline Link::
A diretora alemã premiada com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por "Nowhere
in Africa" fala nesta entrevista, concedida antes da indicação
e da posterior vitória, sobre o que lhe atraiu nesta história e
na África.
:: Gaspar Noé::
O filme "Irreversível" do diretor franco-argentino é antes de tudo
polêmico, principalmente, por causa das cenas pesadas de sexo e estupro.
Nesta entrevista, fala sobre como concebeu o filme, as cenas de sexo e o trabalho
dos atores.
:: David Cronenberg::
O cineasta canadense fala do seu último filme "Spider", dos seus próximos
projetos, do remake de "Scanners", mas principalmente, sobre a sua noção
da realidade e a importância imperativa do corpo.
:: Elia Suleiman ::
O diretor palestino fala sobre seu último trabalho "Intervenção
Divina" e o que pretende com o seu cinema: "multiplicar as possibilidades
de leitura das minhas imagens me dá prazer. Tanto quanto possível,
eu tento desdobrá-las. É a democratização da imagem".
:: Lynne Ramsay ::
A diretora escocesa do elogiado "Ratcatcher" fala sobre o seu último
filme "Morvern Callar". Estrelado pela atriz inglesa Samantha Morton,
para Ramsay o filme é sobre uma geração perdida e menosprezada,
uma juventude sem cidadania.
:: Takashi Miike ::
O diretor japonês, conhecido por seus filmes de terror diz nesta entrevista
sobre sua liberdade de criação e como o público é para
ele um mistério.
:: Pedro Almodóvar ::
Nesta entrevista o diretor espanhol explica o complexo roteiro de "Fale
Com Ela" e como se inspirou nas notícias de mulheres em coma. Fala
também sobre solidão e comunicação e de como este
filme, com cenas memoráveis, é sua antologia pessoal.
:: Todd Haynes ::
Diretor dos polêmicos "Veneno" e "Safe" cai no mainstream
com "Longe do Paraíso" acompanhando de sua musa, Julianne Moore,
mas sem deixar o fôlego experimental. Aqui ele comenta sobre como encontrar
emoção no artificial, ultrapassar baixos orçamentos e correr
riscos.
:: Godfrey Reggio ::
O gigante solitário, Reggio, fala de seu novo filme que encerra a famosa
trilogia Qatsi, "Nagoyqatsi", um contundente hino à técnica.
:: Claude Miller ::
Conhecido como o cineasta que sempre fala de crianças, e suas desventuras,
o francês Claude Miller lança nos EUA, "Alias Betty".
Nesta entrevista, Miller explica porque gosta da complexidade feminina, da personagem
parecida com Patricia Highsmith, do quebra-cabeças que é seu novo
filme.
::Raja Amari ::
Intelectualmente articulada, a tunisiana Raja Amari estréia na direção
de longas com "Satin Rouge" - sobre uma dona de casa, víuva,
que dá uma reviravolta na vida através da dança do ventre.
Amari afirma que há uma tendência das mulheres cineastas fazerem
filmes sobre mulheres.
:: Neil LaBute ::
Mestre das relações imponderáveis e frias em filmes como "Na
Companhia de Homens", o diretor Neil LaBute sai da ótica sexista
e cai no mainstream com o romântico "Possessão", com a
holly girl, Gwyneth Paltrow.
:: Michel Gondry ::
Gondry, que já foi aclamado pelos seus originais videoclipes, estréia
na direção com "Human Nature", um filme que mistura ingenuidade,
perversões e realismo. Aqui ele fala sobre como faz uso do conceito da
palavra estúpido, sobre Fritz Lang, e sobre seus personagens nojentos.
:: Zhang Yimou ::
O premiado diretor chinês revela como treinou a nova atriz, Don Jiez, para
o papel de uma menina cega em seu filme, a comédia naturalista "Happy
Times" e sobre seu dom de descobrir talentos como Gong Li. E ainda sobre
sua fixação com o cinema e sua preferência por tragédias.
:: Julio Medem ::
O diretor basco, do conceituado "Os Amantes do Círculo Polar",
fala nesta entrevista sobre o seu novo filme "Lucía y El Sexo":
do processo de ensaio dos atores, de sua preferência por histórias
circulares e das filmagens e a fotografia feitas com uma nova câmera digital.
:: John Sayles ::
O eclético diretor americano, que já dirigiu e escreveu tanto filmes
sobre conflitos sindicais, raciais e sociais quanto sobre aliens, vêm trazendo
sua originalidade para o cinema americano que para ele é marcado pela
simplificação. Ele fala sobre seu último filme "Sunshine
State".
:: Hal Hartley ::
Ícone do cinema indie americano, ele quase frustrou-se em sua tentativa
de mergulhar no cinemão de grandes estúdios em "No Such Thing".
Mas, ao contrário de muito diretores do mundinho independente, manteve-se
firme em seu propósito de continuar sendo Hal Hartley.
:: Mira Nair ::
A diretora indiana que estudou teatro no ambiente intelectual de Harvard e transitou
do documentário para a ficção para explorar a força
aglutinadora da familía em "Um Casamento à Indiana" ,
filme vencedor do Leão de Ouro em Veneza 2001.
:: Peter Bogdanovich::
O diretor americano que nos últimos anos tem se dedicado mais a crítica
e as pesquisas sobre o cinema lança "The Cat's Meow". O filme
foi inspirado numa história contada por Orson Welles sobre William Hearst,
seu barco, uma fim de semana e algumas figuras hollywoodinas...
:: Todd Field ::
Ele é um ator que dirige filmes há dez anos. Nesta entrevista ele
fala sobre seu filme "Entre Quatro Paredes", que tem os atores principais
Sissy Spacek e Tom Wilkinson concorrendo ao Oscar 2002.
:: Robert Altman ::
Em plena forma em seus 76 anos, o diretor americano tem recebido prêmios
e elogios por seu último filme "Gosford Park". Além de
receber o Globo de Ouro de Melhor Diretor e três prêmios no New York
Film Critics, Altman não pára.
:: Michael Haneke ::
O diretor austríaco de "A Professora de Piano" revela: "uma
das coisas mais importantes para um cineasta é usar a fantasia do espectador.
O público tem que fazer suas próprias cenas, e qualquer coisa que
eu mostre significa diminuir a fantasia do espectador".
:: Danis Tanovic ::
A experiência de fazer documentários na guerra da Iugoslávia
ele aproveitou no seu primeiro longa de ficção: "Terra de
Ninguém". O filme ganhou cerca de 15 prêmios internacionais
e foi escrito em 14 dias, filmado em 26 e editado em 12.
:: Guillermo del Toro::
Ele já trabalhou de forma independente e para grandes estúdios.
Sempre fazendo filmes de terror e ação como o último "A
espinha do Diabo". E ele resume: "tudo que eu quero nesta vida é que
as pessoas que não gostem de nada em meus filmes, culpem somente a mim
por isso".
:: Richard Linklater ::
Ele dirigiu seguidamente dois filmes muito diferentes: "Waking Life" é uma
viagem filosófica em animação e "Tape", um filme
digital sobre a vingança e a traição. Nesta entrevista ele
fala como é bom trabalhar num filme como se fosse o último.
:: Jean-Pierre Jeunet ::
Nem mesmo seu diretor entende o sucesso estrondoso de "O Fabuloso Destino
de Amélie Poulain". Para ele é apenas um pequeno filme com
uma história positiva sobre a generosidade.
:: Patrice Chéreau ::
O diretor de "A Rainha Margot", fala de "Intimidade" seu polêmico e sexual
novo filme premiado no Festival de Berlim. E mais sobre emoção,
sexo, diálogo e como é trabalhar em inglês.
:: David Lynch ::
Um homem de bem com suas idéias, um dos mais originais cineastas da atualidade
fala do abstrato, místico e estranho último filme: "Mulholland
Drive".
:: Brad Anderson ::
Diretor de "Próxima Parada Wonderland", vendido para a Miramax em 98 por
seis milhões de dólares, fala dos dois filmes absolutamente distintos
que esta lançando: a comédia "Happy Accidents" e o suspense "Session
9".
:: Alison Anders ::
A diretora indie americana utilizou sua própria experiência para
fazer um filme sobre estupro. O filme é "Things Behind the Sun",
foi feito em digital e estreou no último Festival de Sundance.
:: Kiyoshi Kurosawa ::
O diretor cult mistura estilos e faz uma espécie de novo gênero
de terror japonês. Seu filme “Cure” de 1997 está sendo
considerado um dos melhores lançamentos de 2001 nos EUA.
:: Tom Tykwer ::
O diretor, escritor e compositor alemão, autor do badalado "Corra, Lola,
Corra", fala de seus filmes "The Princess and the Warrior" e de "Heaven", baseado
num roteiro do mestre Krzysztof Kieslowski.
:: Tran Anh Hung::
Com sua conversa mansa, o super-articulado diretor vietnamita fala sobre seu último
filme "As Luzes de um Verão". Além disto, conta sobre suas ecléticas
fontes de inspiração, sobre o que o separa de Wong Kar-wai, e sobre
sua identidade nacional, ou a falta dela.
:: Peter Greenaway ::
Numa entrevista bombástica o diretor inglês fala sobre seu último
filme "8 Mulheres e Meia", sobre o puritanismo americano, necrofilia,
e muito mais.
:: Allan Cumming & Jennifer Jason Leigh ::
A dupla de atores dirige, atua e produz "The Anniversary Party", um
filme sobre as dificuldades dos relacionamentos.
:: István Szabó ::
Diretor de "Mephisto" volta às telas com 100 anos de história
húngara em "Sunshine".
:: Wayne Wang ::
Diretor consagrado abre o jogo e fala de pornografia, cinema digital, experimental
e independente com base no seu esperado último filme "The Center
of the World".
:: Christopher Nolan ::
Ele explica tudo sobre o filme cult do momento=MEMENTO.
:: Jafar Panahi ::
"O Círculo" de Jafar Panahi coloca mais uma vez em evidência cineastas
iranianos e sua maneira humanista de abordar as coisas da vida.
:: Wong Kar-Wai ::
Diretor fala de seu último filme,"Amor à Flor da Pele",
suas influências latinas e sobre o boom do cinema asiático no mundo.
:: Stephen Daldry ::
O inglês Daldry, que vem do teatro, estréia nos cinemas com o sucesso
de Billy Eliot.
:: Amos Gitai ::
O diretor israelense ordena o caos em 'Kippur", seu mais recente filme.
:: Darren Aronofsky ::
Depois do indie "PI", ele está de volta com outro cult: "Requiem For a
Dream".
:: Lars Von Trier ::
Ele se revela na escuridão falando de "Dancer in The Dark".
:: François Ozon ::
O cinema sobre a perversidade do francês Ozon.
:: John Waters ::
Expert em auto-promoção, ele é uma espécie de dândi
pós-moderno que agrada grandes estúdios mas preserva a alma indie.
Fala de "Cecil B. Demented".
:: Abbas Kiarostami ::
"O Vento nos Levará": diretor iraniano nos dá esperança.
:: Zhang Yang ::
Novo expoente do cinema asiático, fala de "Banhos".
:: Alison Maclean ::
Diretora canadense é aclamada com seu filme " O Filho de Jesus" que traz
atores revelação. |
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