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MICHAEL
HANEKE
O diretor austríaco sempre polêmico dispara:
"uma
das coisas mais importantes para um cineasta é usar
a fantasia do espectador. O público tem que fazer suas próprias
cenas, e qualquer coisa que eu mostre significa diminuir a
fantasia do espectador". E ainda: "Uma
forma de arte está obrigada a confrontar a realidade, a tentar
encontrar um pequeno pedaço da verdade".
Michael Haneke é o grande poeta contemporâneo do cinema, com
sua desafeição e seu estranhamento, e por consequência é o
cineasta melhor equipado para falar desses tempos absurdos.
Seus personagens são voyeurs passivos, separados da experiência
real pela tela da televisão. Eles são nós, espectadores insensíveis,
filhos do divórcio, escravos do consumismo.
Diretor de "Violência Gratuita" (Funny Games/1997) e "Código
Desconhecido" (Code Inconnu/2000) ele fala uma mistura de
alemão, francês e inglês. Seu filme "A Professora de Piano"
(The Piano Teacher/2001) baseado no romance de Elfriede Jelinek
de 1983, é a história de uma reprimida professora de piano
e seu jovem pupilo, que desperta nela impulsos sadomasoquistas.
Seus protagonistas Isabelle Huppert e Benoit Magimel receberam
os prêmios de interpretação em Cannes. O filme ganhou também
o Grande Prêmio do Júri do Festival. Nesta entrevista ele
fala da atualidade de seus tabalhos e da diferença entre cinema
e o filme feito especialmente para TV.
Interview
tem o apoio de


"A Professora de
Piano " |
indieWIRE>>
"A Professora de Piano" é seu segundo filme adaptado de uma
obra literária. Qual foi seu primeiro contato com este material
e por que você decidiu transformá-lo em um filme?
Michael Haneke>> O livro foi publicado mais ou menos 20 anos
atrás. Quinze anos atrás, eu li e logo me interessei. Procurei
a autora, Elfriede Jelinek, mas ela não estava interessada
e recusou minha oferta porque ela mesma pretendia transformar
o livro em um roteiro. Este roteiro foi definitivamente rejeitado.
Então depois de cinco anos, ou seja dez anos atrás, um amigo
meu também diretor, finalmente conseguiu convencer a autora
a passar para ele os direitos. Ela concordou e ele me pediu
para escrever o roteiro. Meu amigo tentou financiamento para
o filme por 10 anos, e não conseguiu. Normalmente os direitos
voltam para o produtor, Veit Heiduschka, que percebendo que
o filme não seria feito com outro diretor me chamou para dirigi-lo.
Eu concordei mas com uma condição: Isabelle Huppert faria
o papel principal. Esta é a história toda.
iW>> Qual é o seu processo de adaptação,
porque "A Professora de Piano", como seu filme mais recente
"The Castle" baseado em Kafka, é claramente uma interpretação
pessoal que quase nunca permanece fiel aos eventos do original.
Haneke
>> Eu colocaria uma linha entre "The Castle" e "A Professora
de Piano", porque "The Castle" foi feito para TV, e estou
bem ciente da distinção entre uma versão para TV e de um filme.
Filmes para TV têm que ser muito próximos ao livro, principalmente
porque o objetivo com um filme para TV que traduz literatura
é fazer o público, depois de ver a versão, pegar o livro e
lê-lo por conta própria. Eu acho que a TV nunca pode ser uma
forma de arte, porque ela atende às expectativas do público.
Não ousaria transformar "The Castle" em um filme para a tela
grande; na TV tudo bem, porque ela tem objetivos diferentes.
Mas com "A Professora de Piano", se você compara a estrutura
do romance à estrutura do filme, é realmente muito diferente,
e sinto que lidei muito livremente com o romance e o modo
que ele foi escrito. Eu diria que minha visão da história
está mais distanciada e leve, enquanto o romance é quase nervoso
e muito emocional. O livro é muito mais subjetivo e o filme
é muito mais objetivo.
iW>>
Numa entrevista sobre "Código Desconhecido" você disse ser
impossível escalar uma estrela de cinema como Juliette Binoche
em um filme simples, ao menos que ela seja escalada como uma
estrela de cinema. Isabelle Huppert é uma grande estrela do
cinema, mesmo que você não classifique "A Professora de Piano"
como um filme estiloso.
Haneke
>> "A Professora de Piano" é uma paródia do melodrama. Como
cineasta europeu, você não pode fazer um filme estiloso seriamente.
Você só pode fazer paródias.
iW>> Por que isso?
Haneke >> Porque um filme estiloso, por definição é
uma mentira. Um filme está tentando ser arte, consequentemente
precisa tentar lidar com a realidade. Não se faz isso com
mentiras. Se filmes fossem somente negócio, então você poderia
mentir. Você pode vender a mentira com uma boa consciência.
iW>> Isabelle Huppert não é a primeira
pessoa que pensaria para o papel. Não conseguia imaginar que
alguém tão bonita pudesse parecer tão comum.
Haneke >> Não considero Isabelle uma pessoa glamourosa.
Para mim, Julia Roberts é glamourosa, mas quando você vê os
filmes de Isabelle, em muitos deles ela aparece de maneira
muito delicada, muito simples. Minha principal atração por
Isabelle era que, por um lado ela pode ser muito vulnerável
e por outro ela pode ser fria e intelectual. Ela é a vítima
no mesmo momento que é culpada, e não existem muitas atrizes
que tem esse alcance.
iW>> Gostaria de falar sobre seus primeiros
trabalhos. Você olha para eles como uma espécie de treinamento,
ou você considera seus trabalhos antes de "The Seventh Continent"
tão viáveis como seus últimos e mais conhecidos filmes?
Haneke >> Meu aprendizado se deu no teatro e na televisão,
particularmente trabalhando com atores. Você pode aprender
muito mais no teatro do que dirigindo um filme, porque quando
você está filmando você não tem tempo para trabalhar com os
atores de verdade. Você tem que aprender essa coisa em outro
lugar. Claro que esses filmes que fiz para TV são bem reconhecidos
como filmes meus. Mas, de novo, são filmes para TV, e como
disse antes, filmes para TV são muito diferentes de cinema,
porque na TV eles tem propósitos especiais: lidar com uma
certa estrutura de público e o que esse público espera. Então
eles nunca poderão realmente fazer o que um filme para cinema
faz. Fiquei 20 anos fazendo filmes para televisão e etc.,
não porque não tive a oportunidade de fazer um filme de verdade.
Mas sobretudo, queria encontrar minha própria linguagem.
iW>> Esta "linguagem", como você coloca, consiste numa dissociação
entre pessoas e objetos que eles adquirem, até que a história
pareça contada do ponto de vista dos objetos; as pessoas são
quase incidentais. Você poderia dizer que os personagens principais
de "The Seventh Continent", são o despertador, um aquário
e um pacote de brócolis congelados, e nunca nenhum deles pareceram
tão sinistros.
Haneke >> Basicamente, existem tantos filmes, e muitos
deles só reciclam o que já existe. Não há necessidade em ser
outra pessoa que só recicla o que já existe. O filme tenta
mostrar que somos vítimas das estruturas que construímos,
do nosso meio-ambiente. Todas essas coisas são metáforas destas
estruturas. O que realmente me interessa não é a família que
comete o suicídio porque, é triste, existem muitas dessas.
O que achei fascinante era que a família que sai e comete
suicídio, mas antes disso, destrói tudo que possuem. Acho
isso uma boa metáfora da nossa situação.
iW>> Parece particularmente uma boa
metáfora à luz dos eventos de 11 de setembro, e a discussão
que agora as pessoas passam mais tempo com suas famílias e
menos tempo se preocupando com a carreira e a saúde pessoal.
É exatamente a espécie de liberação que a família em "The
Seventh Continent" parece procurar, mesmo o filme tendo sido
feito mais de uma década atrás.
Haneke >> Por isso deixei a barba crescer. Porque queria
ser um profeta.
iW>> Seus filmes, até e incluindo "A
Professora de Piano", parecem construídos de momentos que
a maioria dos filmes deixam de lado – as pausas desajeitadas,
os momentos que precedem e seguem um evento mais do que o
evento em si. Há uma profunda falta de sensacionalismo, mesmo
que você frequentemente escolha temas sensacionalistas.
Haneke >> Na verdade é uma forma de
respeito pelo que acontece ali. É muito tentador, é claro,
não ter este tipo de respeito, apenas sentar naquele evento
espetacular, e isso é o que a maioria de filmes de Hollywood
faz. Por exemplo, se você pegar "A Lista de Schindler" você
tem aquela cena do chuveiro, acho absolutamente nojento mostrar
isso. Ninguém deveria mostrar coisas como essas.
iW>> O fato de você não mostrar essas
coisas é chave em seus filmes. Por exemplo, seus filmes têm
sido criticados frequentemente por sua violência, mesmo que
a maior parte desta violência ocorra fora da tela.
Haneke >> Porque uso sua fantasia. Acho que isso é uma das
coisas mais importantes para um cineasta: usar a fantasia
do espectador. O público tem que fazer suas próprias cenas,
e qualquer coisa que eu mostre significa diminuir a fantasia
do espectador.
iW>> Existe a noção que "fuga da realidade" é frequentemente
considerada a razão das pessoas para irem ao cinema. Seus
filmes de certo modo são uma fuga para a realidade.
Haneke >> Quero deixar claro: não é que eu odeie o cinema
mainstream. Ele é perfeitamente legal. Existem muitas pessoas
que precisam de fugir, porque estão em situações difíceis,
então eles têm o direito de fugir do mundo. Mas isto não tem
nada a ver com uma forma de arte. Uma forma de arte está obrigada
a confrontar a realidade, a tentar encontrar um pequeno pedaço
da verdade.
Por: Scott Foundas
Tradução: Eduardo Cerqueira
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:: Ang Lee::
Diretor fala sobre seu último filme "Lust, Caution", e aponta o que há em comum entre seus filmes aparentemente de gêneros tão distintos: relacionamentos e amor.
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Pascale Ferran ::
Diretora francesa fala nesta entrevista sobre seu filme Lady Chatterley. Baseado no famoso livro de D.H. Lawrence.
::
Apichatpong Weerasethakul ::
Diretor tailândes de Síndromes e um Século fala sobre o fazer cinematográfico: "a realização cinematográfica é o meu modo de vida, portanto ela sempre se transformará de acordo com as pessoas que conhecer, lugares que visitar".
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Sean Ellis ::
Diretor britânico fala de Cashback e dá seu conselho: "Implore, pegue emprestado, mas não roube... Você chegará lá se sua determinação for maior do que as coisas que podem atrasá-lo..."
::
Jason Kohn::
Um diretor americano, seu primeiro filme, e a temática da corrupção, violência e a injustiça social no Brasil. Com os prêmios recebidos no último Sundance, Jason Kohn chamou atenção para o seu "Manda Bala".
:: Joe Swanberg ::
O diretor americano de 25 anos fala nesta entervista sobre seu terceiro longa "Hannah takes the Stairs". Swanberg é representante do movimento "mumblecore" que reúne jovens cineastas americanos que realizam filmes de baixíssimo orçamento, focados nas relações pessoais da geração vinte-e-poucos, sem roteiro e atores profissionais.
::
Bong Joon-Ho ::
O diretor sul-coreano fala nesta entrevista sobre o seu badalado e elogiado terceiro longa “The Host”. O diretor de 37 anos ainda dá um conselho aos iniciantes: “Quanto mais original for sua imaginação, mais as pessoas vão rir de você. Ignore o ridículo dessas pessoas e cresça até ser um grande diretor”.
:: John Cameron Mitchell ::
O diretor americano fala das suas influências, seus filmes favoritos e como foi o diferente processo de realização do seu último trabalho, o polêmico para uns, pornográfico para outros, "Shortbus".
:: Matthew Barney ::
O artista americano fala nesta entrevista sobre seu último trabalho "Drawing Restraint 9", em que ele também é ator junto com a sua mulher, a cantora Bjôrk, que assina a trilha do filme.
:: Neil Jordan ::
O diretor irlandês, que possue uma filmografia que reúne filmes de gêneros e perfis diversos, fala nesta entrevista sobre seu último filme "Café da Manhã em Plutão", um drama que traz um personagem principal cômico, inocente e glamuroso.
:: Phill Morrison ::
Diretor que acaba de lançar "Junebug", está sendo cotado como a nova voz do cinema independente americano, num momento considerado crítico em que faltam talentos.
:: Todd Solondz ::
Eternamente identificado como um diretor americano do cinema indie, Solondz fala nessa entrevista sobre seu último filme "Palindromes", um tipo diferente de filme. Para ele, "em tudo que eu faço sou limitado por minha experiência de vida, pelo que eu vejo no mundo, pela minha imaginação"
:: Hirokazu Kore-eda ::
O diretor japonês, nascido em Tóquio em 1962, fala nessa entrevista sobre seu quarto longa-metragem "Ninguém Pode Saber", em que quis mostrar a força e o desejo das crianças pela vida, a vulnerabilidade e a complexidade infantil.
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:: Zhang Yimou ::
Um dos mais importantes diretores chineses fala nessa entrevista sobre seu filme "Herói",
um filme de artes marciais feito como um filme de arte. Conta também detalhes
sobre a produção do filme, as cenas de ação e sobre
os atores.
:: Michel Gondry e Charlie Kaufman ::
A dupla formada pelo diretor francês e o escritor e roteirista americano é imaginativa
e caótica. Desta vez, eles estão juntos novamente em "Brilho
Eterno de uma Mente sem Lembranças". Nesta entrevista, eles falam sobre os seus métodos de
trabalho e de como o caos é fundamental para a criação deles.
:: Jim Jarmusch ::
Ampliando o contraste entre o ator e o personagem, Jarmusch se auto-referencia
em seu novo longa, "Coffee and Cigarettes". Criado inicialmente como
uma série de esquetes, curtas, em 1986, Jarmusch deu continüidade
ao projeto, sua meta era filmar momentos "não dramáticos" ou "o
que se passa fora dos filmes".
:: Alejandro González Iñárritu ::
Diretor mexicano reconhecido por seu primeiro filme "Amores Brutos",
Iñárritu volta a receber elogios por "21 Gramas". O filme,
produzido nos Estados Unidos, traz o mesmo roteirista e diretor de fotografia
de "Amores", mas para ele "é útil não aprender
tanto. Manter a inocência e se sentir vulnerável".
:: Sofia Coppola::
A jovem diretora americana fala sobre seu segundo filme "Encontros e Desencontros".
Trazendo no elenco o comediante Bill Murray, o filme "traz aqueles momentos
em que você tem dias especiais com alguém que você não
esperaria. Depois você tem que voltar para sua vida real, mas isso deixa
uma marca em você".
:: Fernando León de Aranoa::
Diretor espanhol fala do seu premiado filme "Segunda-feira ao Sol" (Los
Lunes al Sol), que recebeu os mais importantes prêmios Goya (2003). Falando
de desempregados numa cidade portuária do norte da Espanha, traz uma grande
atuação do ator Javier Bardem.
:: Danny Boyle::
O diretor inglês fala nesta entrevista sobre "Extermínio" (28 Days
Later), que traz uma história de zumbis e foi rodado em DV nas ruas de
Londres e Manchester. Boyle conta também sobre a seqüência
do seu maior sucesso "Trainspotting".
:: Lucas Moodysson::
Diretor sueco fala nesta entrevista sobre seu terceiro longa-metragem "Lylia
4-Ever". Para ele, " é uma declaração sobre a dignidade
humana, uma qualidade que constantemente está sendo corroída e
corrompida no mundo hoje".
:: Robert Duvall::
Um dos mais conceituados atores americanos, dirige seu primeiro longa depois
do aclamado pela crítica "O Apóstolo". Trazendo sua paixão
pelo tango, "Assassination Tango" tem roteiro de Duvall e foi filmado
em Buenos Aires.
:: Caroline Link::
A diretora alemã premiada com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por "Nowhere
in Africa" fala nesta entrevista, concedida antes da indicação
e da posterior vitória, sobre o que lhe atraiu nesta história e
na África.
:: Gaspar Noé::
O filme "Irreversível" do diretor franco-argentino é antes de tudo
polêmico, principalmente, por causa das cenas pesadas de sexo e estupro.
Nesta entrevista, fala sobre como concebeu o filme, as cenas de sexo e o trabalho
dos atores.
:: David Cronenberg::
O cineasta canadense fala do seu último filme "Spider", dos seus próximos
projetos, do remake de "Scanners", mas principalmente, sobre a sua noção
da realidade e a importância imperativa do corpo.
:: Elia Suleiman ::
O diretor palestino fala sobre seu último trabalho "Intervenção
Divina" e o que pretende com o seu cinema: "multiplicar as possibilidades
de leitura das minhas imagens me dá prazer. Tanto quanto possível,
eu tento desdobrá-las. É a democratização da imagem".
:: Lynne Ramsay ::
A diretora escocesa do elogiado "Ratcatcher" fala sobre o seu último
filme "Morvern Callar". Estrelado pela atriz inglesa Samantha Morton,
para Ramsay o filme é sobre uma geração perdida e menosprezada,
uma juventude sem cidadania.
:: Takashi Miike ::
O diretor japonês, conhecido por seus filmes de terror diz nesta entrevista
sobre sua liberdade de criação e como o público é para
ele um mistério.
:: Pedro Almodóvar ::
Nesta entrevista o diretor espanhol explica o complexo roteiro de "Fale
Com Ela" e como se inspirou nas notícias de mulheres em coma. Fala
também sobre solidão e comunicação e de como este
filme, com cenas memoráveis, é sua antologia pessoal.
:: Todd Haynes ::
Diretor dos polêmicos "Veneno" e "Safe" cai no mainstream
com "Longe do Paraíso" acompanhando de sua musa, Julianne Moore,
mas sem deixar o fôlego experimental. Aqui ele comenta sobre como encontrar
emoção no artificial, ultrapassar baixos orçamentos e correr
riscos.
:: Godfrey Reggio ::
O gigante solitário, Reggio, fala de seu novo filme que encerra a famosa
trilogia Qatsi, "Nagoyqatsi", um contundente hino à técnica.
:: Claude Miller ::
Conhecido como o cineasta que sempre fala de crianças, e suas desventuras,
o francês Claude Miller lança nos EUA, "Alias Betty".
Nesta entrevista, Miller explica porque gosta da complexidade feminina, da personagem
parecida com Patricia Highsmith, do quebra-cabeças que é seu novo
filme.
::Raja Amari ::
Intelectualmente articulada, a tunisiana Raja Amari estréia na direção
de longas com "Satin Rouge" - sobre uma dona de casa, víuva,
que dá uma reviravolta na vida através da dança do ventre.
Amari afirma que há uma tendência das mulheres cineastas fazerem
filmes sobre mulheres.
:: Neil LaBute ::
Mestre das relações imponderáveis e frias em filmes como "Na
Companhia de Homens", o diretor Neil LaBute sai da ótica sexista
e cai no mainstream com o romântico "Possessão", com a
holly girl, Gwyneth Paltrow.
:: Michel Gondry ::
Gondry, que já foi aclamado pelos seus originais videoclipes, estréia
na direção com "Human Nature", um filme que mistura ingenuidade,
perversões e realismo. Aqui ele fala sobre como faz uso do conceito da
palavra estúpido, sobre Fritz Lang, e sobre seus personagens nojentos.
:: Zhang Yimou ::
O premiado diretor chinês revela como treinou a nova atriz, Don Jiez, para
o papel de uma menina cega em seu filme, a comédia naturalista "Happy
Times" e sobre seu dom de descobrir talentos como Gong Li. E ainda sobre
sua fixação com o cinema e sua preferência por tragédias.
:: Julio Medem ::
O diretor basco, do conceituado "Os Amantes do Círculo Polar",
fala nesta entrevista sobre o seu novo filme "Lucía y El Sexo":
do processo de ensaio dos atores, de sua preferência por histórias
circulares e das filmagens e a fotografia feitas com uma nova câmera digital.
:: John Sayles ::
O eclético diretor americano, que já dirigiu e escreveu tanto filmes
sobre conflitos sindicais, raciais e sociais quanto sobre aliens, vêm trazendo
sua originalidade para o cinema americano que para ele é marcado pela
simplificação. Ele fala sobre seu último filme "Sunshine
State".
:: Hal Hartley ::
Ícone do cinema indie americano, ele quase frustrou-se em sua tentativa
de mergulhar no cinemão de grandes estúdios em "No Such Thing".
Mas, ao contrário de muito diretores do mundinho independente, manteve-se
firme em seu propósito de continuar sendo Hal Hartley.
:: Mira Nair ::
A diretora indiana que estudou teatro no ambiente intelectual de Harvard e transitou
do documentário para a ficção para explorar a força
aglutinadora da familía em "Um Casamento à Indiana" ,
filme vencedor do Leão de Ouro em Veneza 2001.
:: Peter Bogdanovich::
O diretor americano que nos últimos anos tem se dedicado mais a crítica
e as pesquisas sobre o cinema lança "The Cat's Meow". O filme
foi inspirado numa história contada por Orson Welles sobre William Hearst,
seu barco, uma fim de semana e algumas figuras hollywoodinas...
:: Todd Field ::
Ele é um ator que dirige filmes há dez anos. Nesta entrevista ele
fala sobre seu filme "Entre Quatro Paredes", que tem os atores principais
Sissy Spacek e Tom Wilkinson concorrendo ao Oscar 2002.
:: Robert Altman ::
Em plena forma em seus 76 anos, o diretor americano tem recebido prêmios
e elogios por seu último filme "Gosford Park". Além de
receber o Globo de Ouro de Melhor Diretor e três prêmios no New York
Film Critics, Altman não pára.
:: Michael Haneke ::
O diretor austríaco de "A Professora de Piano" revela: "uma
das coisas mais importantes para um cineasta é usar a fantasia do espectador.
O público tem que fazer suas próprias cenas, e qualquer coisa que
eu mostre significa diminuir a fantasia do espectador".
:: Danis Tanovic ::
A experiência de fazer documentários na guerra da Iugoslávia
ele aproveitou no seu primeiro longa de ficção: "Terra de
Ninguém". O filme ganhou cerca de 15 prêmios internacionais
e foi escrito em 14 dias, filmado em 26 e editado em 12.
:: Guillermo del Toro::
Ele já trabalhou de forma independente e para grandes estúdios.
Sempre fazendo filmes de terror e ação como o último "A
espinha do Diabo". E ele resume: "tudo que eu quero nesta vida é que
as pessoas que não gostem de nada em meus filmes, culpem somente a mim
por isso".
:: Richard Linklater ::
Ele dirigiu seguidamente dois filmes muito diferentes: "Waking Life" é uma
viagem filosófica em animação e "Tape", um filme
digital sobre a vingança e a traição. Nesta entrevista ele
fala como é bom trabalhar num filme como se fosse o último.
:: Jean-Pierre Jeunet ::
Nem mesmo seu diretor entende o sucesso estrondoso de "O Fabuloso Destino
de Amélie Poulain". Para ele é apenas um pequeno filme com
uma história positiva sobre a generosidade.
:: Patrice Chéreau ::
O diretor de "A Rainha Margot", fala de "Intimidade" seu polêmico e sexual
novo filme premiado no Festival de Berlim. E mais sobre emoção,
sexo, diálogo e como é trabalhar em inglês.
:: David Lynch ::
Um homem de bem com suas idéias, um dos mais originais cineastas da atualidade
fala do abstrato, místico e estranho último filme: "Mulholland
Drive".
:: Brad Anderson ::
Diretor de "Próxima Parada Wonderland", vendido para a Miramax em 98 por
seis milhões de dólares, fala dos dois filmes absolutamente distintos
que esta lançando: a comédia "Happy Accidents" e o suspense "Session
9".
:: Alison Anders ::
A diretora indie americana utilizou sua própria experiência para
fazer um filme sobre estupro. O filme é "Things Behind the Sun",
foi feito em digital e estreou no último Festival de Sundance.
:: Kiyoshi Kurosawa ::
O diretor cult mistura estilos e faz uma espécie de novo gênero
de terror japonês. Seu filme “Cure” de 1997 está sendo
considerado um dos melhores lançamentos de 2001 nos EUA.
:: Tom Tykwer ::
O diretor, escritor e compositor alemão, autor do badalado "Corra, Lola,
Corra", fala de seus filmes "The Princess and the Warrior" e de "Heaven", baseado
num roteiro do mestre Krzysztof Kieslowski.
:: Tran Anh Hung::
Com sua conversa mansa, o super-articulado diretor vietnamita fala sobre seu último
filme "As Luzes de um Verão". Além disto, conta sobre suas ecléticas
fontes de inspiração, sobre o que o separa de Wong Kar-wai, e sobre
sua identidade nacional, ou a falta dela.
:: Peter Greenaway ::
Numa entrevista bombástica o diretor inglês fala sobre seu último
filme "8 Mulheres e Meia", sobre o puritanismo americano, necrofilia,
e muito mais.
:: Allan Cumming & Jennifer Jason Leigh ::
A dupla de atores dirige, atua e produz "The Anniversary Party", um
filme sobre as dificuldades dos relacionamentos.
:: István Szabó ::
Diretor de "Mephisto" volta às telas com 100 anos de história
húngara em "Sunshine".
:: Wayne Wang ::
Diretor consagrado abre o jogo e fala de pornografia, cinema digital, experimental
e independente com base no seu esperado último filme "The Center
of the World".
:: Christopher Nolan ::
Ele explica tudo sobre o filme cult do momento=MEMENTO.
:: Jafar Panahi ::
"O Círculo" de Jafar Panahi coloca mais uma vez em evidência cineastas
iranianos e sua maneira humanista de abordar as coisas da vida.
:: Wong Kar-Wai ::
Diretor fala de seu último filme,"Amor à Flor da Pele",
suas influências latinas e sobre o boom do cinema asiático no mundo.
:: Stephen Daldry ::
O inglês Daldry, que vem do teatro, estréia nos cinemas com o sucesso
de Billy Eliot.
:: Amos Gitai ::
O diretor israelense ordena o caos em 'Kippur", seu mais recente filme.
:: Darren Aronofsky ::
Depois do indie "PI", ele está de volta com outro cult: "Requiem For a
Dream".
:: Lars Von Trier ::
Ele se revela na escuridão falando de "Dancer in The Dark".
:: François Ozon ::
O cinema sobre a perversidade do francês Ozon.
:: John Waters ::
Expert em auto-promoção, ele é uma espécie de dândi
pós-moderno que agrada grandes estúdios mas preserva a alma indie.
Fala de "Cecil B. Demented".
:: Abbas Kiarostami ::
"O Vento nos Levará": diretor iraniano nos dá esperança.
:: Zhang Yang ::
Novo expoente do cinema asiático, fala de "Banhos".
:: Alison Maclean ::
Diretora canadense é aclamada com seu filme " O Filho de Jesus" que traz
atores revelação. |
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