 |
ROBERT
DUVALL
Um
dos mais conceituados atores americanos, com atuação
em cerca de 100 filmes, dirige seu primeiro longa depois do
aclamado pela crítica "O Apóstolo".
Trazendo sua paixão pelo tango, "Assassination
Tango" tem roteiro de Duvall e foi filmado em Buenos
Aires, para ele não há distinção
entre escrever, atuar e dirigir, é tudo apenas uma
extensão dele mesmo.
Todos
amam Robert Duvall, o ator. Seja seu filme favorito "O Poderoso
Chefão", "Apocalypse Now", "Um Dia de Fúria", "A Força do
Carinho" ou "O Sol é Para Todos" (sua inesquecível estréia
no cinema como Boo Radley) a maioria dos cinéfilos concorda
que Duvall é um dos atores grandes de Hollywood.
Para quem está atuando desde os anos 50, é impressionante
o fato que Duvall nunca tenha diminuído o ritmo. Ele tem quase
100 papéis no currículo e seus últimos trabalhos em filmes
recentes incluem "A Qualquer Preço", "Impacto Profundo", "Um
Ato de Coragem" e "Gods and Generals". E este energético ator
de 72 anos tem ainda pelo menos quatro filmes inéditos neste
ano.
Mais surpreendentes do que seus prolíficos trabalhos como
ator, são seus trabalhos como diretor e roteirista. Em 1997,
ele escreveu, dirigiu e estrelou "O Apóstolo" um filme que
ficou entre os 10 melhores nas listas de mais de 75 críticos
e que ganhou os prêmios de melhor ator, diretor e filme no
Independent Spirit Awards. E também com "O Apóstolo" Robert
Duvall recebeu sua quinta indicação ao Oscar. A corajosa história
de um pastor do sul dos Estados Unidos que procura a redenção
depois de ter cometido um crime passional, misturou no elenco
um grupo de atores e de pessoas comuns, para dar ao público
a impressão de mergulhar diretamente no meio de um mundo que
provavelmente ninguém nunca tinha visto antes.
Agora o multi-talentoso Duvall traz outros de seus roteiros
à tela com "Assassination Tango," sobre um homem que vai à
Argentina expulsar um general e acaba seduzido pelo mundo
do tango. Sua namorada na vida real, a argentina Luciana Pedraza
de 31 anos, faz sua estréia neste filme, que usa os mesmos
ingredientes que seu precedente – improvisação e atores sem
experiência – para criar uma outra intrigante incursão em
um mundo desconhecido da maioria do público. Duvall criou
um personagem fascinante para ele mesmo, que salta das ruas
e dos dancings de Nova York para os pequenos clubes de tango
de Buenos Aires, trazendo muitas de suas paixões à tela.
Interview
tem o apoio de


"Assassination Tango" |
indieWIRE>>
"Assassination Tango" é um surpreendente estudo do caráter.
John J. é extremamente complexo: Ele é um homem tão profundamente
ferido que nunca se sabe quando ele vai se soltar, embora
ele esteja cheio de amor. Como você concebeu este personagem?
Robert Duvall>> Um cara que faz o que
ele faz para viver bem e faz com competência, tem tempo para
fazer outras coisas. Tem uma cena com Ruben Blades, chegando
do aeroporto. Eu comecei apenas a improvisar e construí esta
coisa toda para meu personagem sem pensar sobre isso mesmo
enquanto eu escrevia. Mas aquele personagem apesar de tudo
é um cara que quer descansar, encontrar uma mulher, mas tem
este trabalho. E ele ama a dança de salão. Quando vai a Argentina,
ele acaba ficando preso lá, e se apaixona pelo tango. O filme
é sobre um sujeito que faz bem feito o que ele faz. Tão bem
feito que sobra tempo para um hobby.
iW>> Qual foi sua inspiração para ele?
Duvall>> Foi meu interesse no tango
que me levou à coisa toda: a música, Buenos Aires. Como eu
posso levar alguém a Buenos Aires? Por que razão? Eu quis
conectar Buenos Aires a Nova York através da dança de salão.
Alguém me disse que um dos melhores dançarinos de mambo que
já se viu era um homem esperto do Brooklyn. Esse é o mito,
ser um dançarino que é o melhor e ser do submundo, o que não
é necessário. O sujeito que trabalha no banco pode ser um
bom dançarino, mas aquele é o mito. Assim, tentei conectar
os dois para ver aonde dava. Quando eu o escrevi, eu escrevi
em um mês, coloquei numa gaveta e me esqueci dele por algum
tempo até que o tempo certo chegou e comecei a tentar vendê-lo.
iW >> Com toda essa improvisação, eu suponho que o que nós
vemos na tela é muito diferente do roteiro que você escreveu.
Duvall>> Eu improvisei com Luciana por
aproximadamente um ano ou mais. Se eu estava em um set de
um filme, eu a colocava com um ator oposto a mim, apenas para
praticar, improvisar, para aprender o jogo. Por exemplo, ela
tem uma sobrinha de dois anos muito apegada a ela. Nós dissemos,
OK, vamos supor que no seu papel você tem uma filha, vamos
fazer de sua sobrinha sua filha, e se ela não tivesse uma
sobrinha, nós não faríamos aquilo. Você tem que agarrar as
coisas e usá-las, criando realidades ficcionais a partir fora
das realidades da vida. Na cena do café, ela decidiu na noite
anterior o que ela deveria me perguntar. Eu não sabia o que
ela iria me perguntar. E ela se distanciou muito de mim esse
dia, como se não me conhecesse, assim nossa situação naquela
cena era uma coisa tímida. Tipo assim, o que nós vamos falar
em seguida? Como eu me aproximo deste cara? O que eu acho
dela? Nós filmamos dois rolos de filme e foi isso. Não era
como aquelas filmagens demoradas, sobre o ombro, com o close-up,
e coisas do tipo. Nós filmamos dois rolos, fomos à sala de
edição, e conseguimos uma cena de oito minutos. Nós enviamos
a cenas aos poderosos e eles disseram, "O que significa esta
cena?" e eu disse, "Esta é a maneira que eu quero trabalhar."
Eu não sei se eles apreciaram totalmente, mas aquela é a maneira
que eu gosto de trabalhar.
iW >> Como um diretor, você cria estes incríveis e
extremos personagens que devem ser muito divertidos de se
fazer. Há alguma parte de você em que você se identifica com
John J.?
Duvall>> Ele é um cara obcecado em aprender algo novo, um
cara que quer amar uma família, que nunca teve a possibilidade
de amar antes, de ter esse sentido de família, esse sentido
de amizade e lealdade entre amigos. Essas coisas estão em
mim, então eu apenas as exploro. Eu não sou um assassino,
assim a parte real de puxar o gatilho era encenação. Aquilo
era apenas encenação.
iW >> O filme inteiro foi feito em Buenos Aires?
Duvall>> Sim, com exceção de uma filmagem
aérea. Nós temos uma maravilhosa diretora de arte italiana
que desenhou tudo. Custa 50.000 dólares por dia para filmar
lá. Aqui são 100.000 dólares por dia. Nós não tivemos um orçamento.
Nós tínhamos seis milhões e meio de dólares. Sabe o que eles
tiveram para fazer "Gangues de Nova York"? 110 milhões! Eles
usaram mais de 500 litros de sangue, e nós usamos seis dedais.
Olha essa relação! Nós tivemos somente uma quantidade x de
dólares, assim tivemos que filmar lá em baixo, o que é legal
para mim, porque eu adoro filmar lá em baixo.
iW>> De onde veio seu amor pela Argentina e pelo tango?
Duvall>> Aconteceu alguns anos atrás.
O tango é um passatempo maravilhoso e eu conheci minha mulher
que é da Argentina e eu desenvolvi um roteiro e tudo aconteceu.
Nós compramos uma casa aos pés dos Andes, uma antiga casa
colonial espanhola, e a reformamos. É uma cidade simplesmente
linda. Quando você se senta para comer, eles te servem, o
que é melhor do que entrar numa cafeteria em um set de filmagem.
Eles têm um sentido de estilo e um grupo de profissionais
muito bons lá. O cara era tão rápido com a luz. Nós ajustávamos
a cena, encenávamos e ele dizia "OK, nós te chamamos quando
estivermos prontos" e no tempo que eu gastei para buscar meu
chá, ele falava "Estamos prontos." É agradável. Eu gosto de
trabalhar rapidamente. Você não tem o tempo para sentar no
seu tailer, como nos grandes filmes, você dorme nos intervalos,
e eles batem na sua porta e falam "OK, aqui vamos nós outra
vez".
iW>> Qual é a diferença entre dirigir e atuar para
você?
Duvall>> É tudo a mesma coisa. Escrever
é uma extensão de mim mesmo como um ator. É uma extensão de
mim mesmo como um ator quando eu atuo. É uma extensão de mim
mesmo como um ator quando eu dirijo. Você sabe, eu tento relaxar
todo mundo como eu gosto de ser relaxado quando eu sou um
ator. Eu tento dirigir outros atores da maneira que eu gostaria
de ser dirigido por um diretor, eu tento partir do zero sem
pensar em chegar em qualquer lugar, em outras palavras, sem
pensar sobre o resultado. Deixe o processo levar ao resultado
dentro do seu tempo.
iW>> Quais são alguns de seus momentos favoritos de
sua carreira?
Duvall>> Eu tive uma carreira longa.
"Apocalypse" e depois "O Poderoso Chefão" e quando eu interpretei
o barbeiro cubano naquele filme com Richard Harris , "Ernest
wrestling Hemingway". Um de meus papéis favoritos foi para
a televisão quando eu fiz "Lonesome Dove". Eu acabei de fazer
outro western com Kevin Costner, que está quase pronto. Ele
me deu um ótimo papel. O western é um gênero típico americano.
Ninguém pode fazê- los, só nós. Os ingleses fazem Shakespeare,
e nós fazemos westerns. O western-espaguete era OK, mas a
coisa é nossa.
Por:
Andrea Meyer
Tradução:
Eduardo Cerqueira
|
 |
:: Ang Lee::
Diretor fala sobre seu último filme "Lust, Caution", e aponta o que há em comum entre seus filmes aparentemente de gêneros tão distintos: relacionamentos e amor.
::
Pascale Ferran ::
Diretora francesa fala nesta entrevista sobre seu filme Lady Chatterley. Baseado no famoso livro de D.H. Lawrence.
::
Apichatpong Weerasethakul ::
Diretor tailândes de Síndromes e um Século fala sobre o fazer cinematográfico: "a realização cinematográfica é o meu modo de vida, portanto ela sempre se transformará de acordo com as pessoas que conhecer, lugares que visitar".
::
Sean Ellis ::
Diretor britânico fala de Cashback e dá seu conselho: "Implore, pegue emprestado, mas não roube... Você chegará lá se sua determinação for maior do que as coisas que podem atrasá-lo..."
::
Jason Kohn::
Um diretor americano, seu primeiro filme, e a temática da corrupção, violência e a injustiça social no Brasil. Com os prêmios recebidos no último Sundance, Jason Kohn chamou atenção para o seu "Manda Bala".
:: Joe Swanberg ::
O diretor americano de 25 anos fala nesta entervista sobre seu terceiro longa "Hannah takes the Stairs". Swanberg é representante do movimento "mumblecore" que reúne jovens cineastas americanos que realizam filmes de baixíssimo orçamento, focados nas relações pessoais da geração vinte-e-poucos, sem roteiro e atores profissionais.
::
Bong Joon-Ho ::
O diretor sul-coreano fala nesta entrevista sobre o seu badalado e elogiado terceiro longa “The Host”. O diretor de 37 anos ainda dá um conselho aos iniciantes: “Quanto mais original for sua imaginação, mais as pessoas vão rir de você. Ignore o ridículo dessas pessoas e cresça até ser um grande diretor”.
:: John Cameron Mitchell ::
O diretor americano fala das suas influências, seus filmes favoritos e como foi o diferente processo de realização do seu último trabalho, o polêmico para uns, pornográfico para outros, "Shortbus".
:: Matthew Barney ::
O artista americano fala nesta entrevista sobre seu último trabalho "Drawing Restraint 9", em que ele também é ator junto com a sua mulher, a cantora Bjôrk, que assina a trilha do filme.
:: Neil Jordan ::
O diretor irlandês, que possue uma filmografia que reúne filmes de gêneros e perfis diversos, fala nesta entrevista sobre seu último filme "Café da Manhã em Plutão", um drama que traz um personagem principal cômico, inocente e glamuroso.
:: Phill Morrison ::
Diretor que acaba de lançar "Junebug", está sendo cotado como a nova voz do cinema independente americano, num momento considerado crítico em que faltam talentos.
:: Todd Solondz ::
Eternamente identificado como um diretor americano do cinema indie, Solondz fala nessa entrevista sobre seu último filme "Palindromes", um tipo diferente de filme. Para ele, "em tudo que eu faço sou limitado por minha experiência de vida, pelo que eu vejo no mundo, pela minha imaginação"
:: Hirokazu Kore-eda ::
O diretor japonês, nascido em Tóquio em 1962, fala nessa entrevista sobre seu quarto longa-metragem "Ninguém Pode Saber", em que quis mostrar a força e o desejo das crianças pela vida, a vulnerabilidade e a complexidade infantil.
.
:: Zhang Yimou ::
Um dos mais importantes diretores chineses fala nessa entrevista sobre seu filme "Herói",
um filme de artes marciais feito como um filme de arte. Conta também detalhes
sobre a produção do filme, as cenas de ação e sobre
os atores.
:: Michel Gondry e Charlie Kaufman ::
A dupla formada pelo diretor francês e o escritor e roteirista americano é imaginativa
e caótica. Desta vez, eles estão juntos novamente em "Brilho
Eterno de uma Mente sem Lembranças". Nesta entrevista, eles falam sobre os seus métodos de
trabalho e de como o caos é fundamental para a criação deles.
:: Jim Jarmusch ::
Ampliando o contraste entre o ator e o personagem, Jarmusch se auto-referencia
em seu novo longa, "Coffee and Cigarettes". Criado inicialmente como
uma série de esquetes, curtas, em 1986, Jarmusch deu continüidade
ao projeto, sua meta era filmar momentos "não dramáticos" ou "o
que se passa fora dos filmes".
:: Alejandro González Iñárritu ::
Diretor mexicano reconhecido por seu primeiro filme "Amores Brutos",
Iñárritu volta a receber elogios por "21 Gramas". O filme,
produzido nos Estados Unidos, traz o mesmo roteirista e diretor de fotografia
de "Amores", mas para ele "é útil não aprender
tanto. Manter a inocência e se sentir vulnerável".
:: Sofia Coppola::
A jovem diretora americana fala sobre seu segundo filme "Encontros e Desencontros".
Trazendo no elenco o comediante Bill Murray, o filme "traz aqueles momentos
em que você tem dias especiais com alguém que você não
esperaria. Depois você tem que voltar para sua vida real, mas isso deixa
uma marca em você".
:: Fernando León de Aranoa::
Diretor espanhol fala do seu premiado filme "Segunda-feira ao Sol" (Los
Lunes al Sol), que recebeu os mais importantes prêmios Goya (2003). Falando
de desempregados numa cidade portuária do norte da Espanha, traz uma grande
atuação do ator Javier Bardem.
:: Danny Boyle::
O diretor inglês fala nesta entrevista sobre "Extermínio" (28 Days
Later), que traz uma história de zumbis e foi rodado em DV nas ruas de
Londres e Manchester. Boyle conta também sobre a seqüência
do seu maior sucesso "Trainspotting".
:: Lucas Moodysson::
Diretor sueco fala nesta entrevista sobre seu terceiro longa-metragem "Lylia
4-Ever". Para ele, " é uma declaração sobre a dignidade
humana, uma qualidade que constantemente está sendo corroída e
corrompida no mundo hoje".
:: Robert Duvall::
Um dos mais conceituados atores americanos, dirige seu primeiro longa depois
do aclamado pela crítica "O Apóstolo". Trazendo sua paixão
pelo tango, "Assassination Tango" tem roteiro de Duvall e foi filmado
em Buenos Aires.
:: Caroline Link::
A diretora alemã premiada com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por "Nowhere
in Africa" fala nesta entrevista, concedida antes da indicação
e da posterior vitória, sobre o que lhe atraiu nesta história e
na África.
:: Gaspar Noé::
O filme "Irreversível" do diretor franco-argentino é antes de tudo
polêmico, principalmente, por causa das cenas pesadas de sexo e estupro.
Nesta entrevista, fala sobre como concebeu o filme, as cenas de sexo e o trabalho
dos atores.
:: David Cronenberg::
O cineasta canadense fala do seu último filme "Spider", dos seus próximos
projetos, do remake de "Scanners", mas principalmente, sobre a sua noção
da realidade e a importância imperativa do corpo.
:: Elia Suleiman ::
O diretor palestino fala sobre seu último trabalho "Intervenção
Divina" e o que pretende com o seu cinema: "multiplicar as possibilidades
de leitura das minhas imagens me dá prazer. Tanto quanto possível,
eu tento desdobrá-las. É a democratização da imagem".
:: Lynne Ramsay ::
A diretora escocesa do elogiado "Ratcatcher" fala sobre o seu último
filme "Morvern Callar". Estrelado pela atriz inglesa Samantha Morton,
para Ramsay o filme é sobre uma geração perdida e menosprezada,
uma juventude sem cidadania.
:: Takashi Miike ::
O diretor japonês, conhecido por seus filmes de terror diz nesta entrevista
sobre sua liberdade de criação e como o público é para
ele um mistério.
:: Pedro Almodóvar ::
Nesta entrevista o diretor espanhol explica o complexo roteiro de "Fale
Com Ela" e como se inspirou nas notícias de mulheres em coma. Fala
também sobre solidão e comunicação e de como este
filme, com cenas memoráveis, é sua antologia pessoal.
:: Todd Haynes ::
Diretor dos polêmicos "Veneno" e "Safe" cai no mainstream
com "Longe do Paraíso" acompanhando de sua musa, Julianne Moore,
mas sem deixar o fôlego experimental. Aqui ele comenta sobre como encontrar
emoção no artificial, ultrapassar baixos orçamentos e correr
riscos.
:: Godfrey Reggio ::
O gigante solitário, Reggio, fala de seu novo filme que encerra a famosa
trilogia Qatsi, "Nagoyqatsi", um contundente hino à técnica.
:: Claude Miller ::
Conhecido como o cineasta que sempre fala de crianças, e suas desventuras,
o francês Claude Miller lança nos EUA, "Alias Betty".
Nesta entrevista, Miller explica porque gosta da complexidade feminina, da personagem
parecida com Patricia Highsmith, do quebra-cabeças que é seu novo
filme.
::Raja Amari ::
Intelectualmente articulada, a tunisiana Raja Amari estréia na direção
de longas com "Satin Rouge" - sobre uma dona de casa, víuva,
que dá uma reviravolta na vida através da dança do ventre.
Amari afirma que há uma tendência das mulheres cineastas fazerem
filmes sobre mulheres.
:: Neil LaBute ::
Mestre das relações imponderáveis e frias em filmes como "Na
Companhia de Homens", o diretor Neil LaBute sai da ótica sexista
e cai no mainstream com o romântico "Possessão", com a
holly girl, Gwyneth Paltrow.
:: Michel Gondry ::
Gondry, que já foi aclamado pelos seus originais videoclipes, estréia
na direção com "Human Nature", um filme que mistura ingenuidade,
perversões e realismo. Aqui ele fala sobre como faz uso do conceito da
palavra estúpido, sobre Fritz Lang, e sobre seus personagens nojentos.
:: Zhang Yimou ::
O premiado diretor chinês revela como treinou a nova atriz, Don Jiez, para
o papel de uma menina cega em seu filme, a comédia naturalista "Happy
Times" e sobre seu dom de descobrir talentos como Gong Li. E ainda sobre
sua fixação com o cinema e sua preferência por tragédias.
:: Julio Medem ::
O diretor basco, do conceituado "Os Amantes do Círculo Polar",
fala nesta entrevista sobre o seu novo filme "Lucía y El Sexo":
do processo de ensaio dos atores, de sua preferência por histórias
circulares e das filmagens e a fotografia feitas com uma nova câmera digital.
:: John Sayles ::
O eclético diretor americano, que já dirigiu e escreveu tanto filmes
sobre conflitos sindicais, raciais e sociais quanto sobre aliens, vêm trazendo
sua originalidade para o cinema americano que para ele é marcado pela
simplificação. Ele fala sobre seu último filme "Sunshine
State".
:: Hal Hartley ::
Ícone do cinema indie americano, ele quase frustrou-se em sua tentativa
de mergulhar no cinemão de grandes estúdios em "No Such Thing".
Mas, ao contrário de muito diretores do mundinho independente, manteve-se
firme em seu propósito de continuar sendo Hal Hartley.
:: Mira Nair ::
A diretora indiana que estudou teatro no ambiente intelectual de Harvard e transitou
do documentário para a ficção para explorar a força
aglutinadora da familía em "Um Casamento à Indiana" ,
filme vencedor do Leão de Ouro em Veneza 2001.
:: Peter Bogdanovich::
O diretor americano que nos últimos anos tem se dedicado mais a crítica
e as pesquisas sobre o cinema lança "The Cat's Meow". O filme
foi inspirado numa história contada por Orson Welles sobre William Hearst,
seu barco, uma fim de semana e algumas figuras hollywoodinas...
:: Todd Field ::
Ele é um ator que dirige filmes há dez anos. Nesta entrevista ele
fala sobre seu filme "Entre Quatro Paredes", que tem os atores principais
Sissy Spacek e Tom Wilkinson concorrendo ao Oscar 2002.
:: Robert Altman ::
Em plena forma em seus 76 anos, o diretor americano tem recebido prêmios
e elogios por seu último filme "Gosford Park". Além de
receber o Globo de Ouro de Melhor Diretor e três prêmios no New York
Film Critics, Altman não pára.
:: Michael Haneke ::
O diretor austríaco de "A Professora de Piano" revela: "uma
das coisas mais importantes para um cineasta é usar a fantasia do espectador.
O público tem que fazer suas próprias cenas, e qualquer coisa que
eu mostre significa diminuir a fantasia do espectador".
:: Danis Tanovic ::
A experiência de fazer documentários na guerra da Iugoslávia
ele aproveitou no seu primeiro longa de ficção: "Terra de
Ninguém". O filme ganhou cerca de 15 prêmios internacionais
e foi escrito em 14 dias, filmado em 26 e editado em 12.
:: Guillermo del Toro::
Ele já trabalhou de forma independente e para grandes estúdios.
Sempre fazendo filmes de terror e ação como o último "A
espinha do Diabo". E ele resume: "tudo que eu quero nesta vida é que
as pessoas que não gostem de nada em meus filmes, culpem somente a mim
por isso".
:: Richard Linklater ::
Ele dirigiu seguidamente dois filmes muito diferentes: "Waking Life" é uma
viagem filosófica em animação e "Tape", um filme
digital sobre a vingança e a traição. Nesta entrevista ele
fala como é bom trabalhar num filme como se fosse o último.
:: Jean-Pierre Jeunet ::
Nem mesmo seu diretor entende o sucesso estrondoso de "O Fabuloso Destino
de Amélie Poulain". Para ele é apenas um pequeno filme com
uma história positiva sobre a generosidade.
:: Patrice Chéreau ::
O diretor de "A Rainha Margot", fala de "Intimidade" seu polêmico e sexual
novo filme premiado no Festival de Berlim. E mais sobre emoção,
sexo, diálogo e como é trabalhar em inglês.
:: David Lynch ::
Um homem de bem com suas idéias, um dos mais originais cineastas da atualidade
fala do abstrato, místico e estranho último filme: "Mulholland
Drive".
:: Brad Anderson ::
Diretor de "Próxima Parada Wonderland", vendido para a Miramax em 98 por
seis milhões de dólares, fala dos dois filmes absolutamente distintos
que esta lançando: a comédia "Happy Accidents" e o suspense "Session
9".
:: Alison Anders ::
A diretora indie americana utilizou sua própria experiência para
fazer um filme sobre estupro. O filme é "Things Behind the Sun",
foi feito em digital e estreou no último Festival de Sundance.
:: Kiyoshi Kurosawa ::
O diretor cult mistura estilos e faz uma espécie de novo gênero
de terror japonês. Seu filme “Cure” de 1997 está sendo
considerado um dos melhores lançamentos de 2001 nos EUA.
:: Tom Tykwer ::
O diretor, escritor e compositor alemão, autor do badalado "Corra, Lola,
Corra", fala de seus filmes "The Princess and the Warrior" e de "Heaven", baseado
num roteiro do mestre Krzysztof Kieslowski.
:: Tran Anh Hung::
Com sua conversa mansa, o super-articulado diretor vietnamita fala sobre seu último
filme "As Luzes de um Verão". Além disto, conta sobre suas ecléticas
fontes de inspiração, sobre o que o separa de Wong Kar-wai, e sobre
sua identidade nacional, ou a falta dela.
:: Peter Greenaway ::
Numa entrevista bombástica o diretor inglês fala sobre seu último
filme "8 Mulheres e Meia", sobre o puritanismo americano, necrofilia,
e muito mais.
:: Allan Cumming & Jennifer Jason Leigh ::
A dupla de atores dirige, atua e produz "The Anniversary Party", um
filme sobre as dificuldades dos relacionamentos.
:: István Szabó ::
Diretor de "Mephisto" volta às telas com 100 anos de história
húngara em "Sunshine".
:: Wayne Wang ::
Diretor consagrado abre o jogo e fala de pornografia, cinema digital, experimental
e independente com base no seu esperado último filme "The Center
of the World".
:: Christopher Nolan ::
Ele explica tudo sobre o filme cult do momento=MEMENTO.
:: Jafar Panahi ::
"O Círculo" de Jafar Panahi coloca mais uma vez em evidência cineastas
iranianos e sua maneira humanista de abordar as coisas da vida.
:: Wong Kar-Wai ::
Diretor fala de seu último filme,"Amor à Flor da Pele",
suas influências latinas e sobre o boom do cinema asiático no mundo.
:: Stephen Daldry ::
O inglês Daldry, que vem do teatro, estréia nos cinemas com o sucesso
de Billy Eliot.
:: Amos Gitai ::
O diretor israelense ordena o caos em 'Kippur", seu mais recente filme.
:: Darren Aronofsky ::
Depois do indie "PI", ele está de volta com outro cult: "Requiem For a
Dream".
:: Lars Von Trier ::
Ele se revela na escuridão falando de "Dancer in The Dark".
:: François Ozon ::
O cinema sobre a perversidade do francês Ozon.
:: John Waters ::
Expert em auto-promoção, ele é uma espécie de dândi
pós-moderno que agrada grandes estúdios mas preserva a alma indie.
Fala de "Cecil B. Demented".
:: Abbas Kiarostami ::
"O Vento nos Levará": diretor iraniano nos dá esperança.
:: Zhang Yang ::
Novo expoente do cinema asiático, fala de "Banhos".
:: Alison Maclean ::
Diretora canadense é aclamada com seu filme " O Filho de Jesus" que traz
atores revelação. |
|
|