:: Acervo de críticas ::
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:: FIM DOS TEMPOS ::
Shyamalan vem realizando um cinema de entretenimento que não pode mais se esquivar das questões contemporâneas, um cinema mortalmente consciente de seu nocivo potencial alienante.
:: O INCRÍVEL HULK ::
“O Incrível Hulk” é o anti-“Hulk”, de Ang Lee. É uma hecatombe de seqüências de ação atabalhoadas de pixels totalmente desinteressantes narrativamente.
:: A OUTRA ::
Sem o erótico, ao público só restará mesmo o cretino.
:: LÍRIOS D’ÁGUA ::
Quando muitos o resumiriam a um filme de rito de passagem, Sciamma destrói o conceito. O que há é um longo e doloroso processo de reconhecimento e aceitação de si mesmo.
:: ROGUE ::
Pelo tempo que consegue se manter na corrida, “Rogue” corre como o maior dos campeões.
:: FUNUKE: SHOW SOME LOVE, YOU LOSERS! ::
Para Daihachi o absurdo é o ponto de partida para que ele possa desconstruir, desvendar a humanidade por trás do pitoresco, do inacreditável.
:: QUANDO ESTOU AMANDO ::
Deveríamos preservar este modo antigo de se fazer de um filme um sucesso, baseado na recomendação entusiasmada dos seus espectadores.
:: INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL ::
É feito para (tentar) ser a mesma coisa de sempre. O público – por saudosismo, comodismo ou o que seja – quer mais uma desculpa para reprisar estes filmes numa tarde de sábado.
:: O MELHOR AMIGO DA NOIVA ::
Um festival de afetação fofolete.
:: QUIET CITY ::
Um maravilhoso filme no qual a maior metrópole do mundo é transformada na menor e mais calorosa vizinhança.
:: Efeito Dominó ::
Está repleto de uma vulgaridade e amoralidade vintage que, por saudosismo ou maturidade, transforma-se hoje em sofisticação estética.
:: POP SKULL ::
As revelações de "Pop Skull" são as nossas, que se evidenciam quando o filme deixa para trás seu aspecto "Réquiem Para Um Sonho" de apenas 50 centavos.
:: MULBERRY STREET ::
"Mulberry Street" parece uma superprodução feita com dinheiro de Banco Imobiliário.
:: END OF THE LINE ::
O diretor Maurice Deveraux aqui mostra saber como valorizar ao máximo a pequena produção. Será que com mais oportunidade ele ousará ou simplesmente se conformará?
:: Otto; Or Up With Dead People ::
Pertence muito pouco ao cinema fantástico ou ao cinema gay. Ao invés disso, LaBruce nos oferece uma inesperada sátira ao cinema avant-garde.
:: MIRAGEMAN ::
Apesar dos filtros digitais que o artificializam desnecessariamente, um cinema fantástico superior na América Latina deixa de ser algo vislumbrado para se mostrar concreto.
:: LOS CRONOCRÍMENES ::
Está próximo do absolutamente sublime, uma vez que é feito com o desejo de existir exatamente como é.
:: Il Bosco Fuori ::
É um filme bom apesar de si mesmo. Melhor: é um filme mais interessante do que a tosqueira da produção de nível "Hermes e Renato" permite aparentar.
:: DIÁRIO DOS MORTOS ::
Romero incorpora a nobreza dos independentes, fazendo mais um filme moralmente repreensível e se dispondo a qualquer julgamento público, feito um mártir.
:: OS REIS DA RUA ::
Dá continuação a uma das tradições mais preciosas do cinema e em atual processo de definhamento: a do grande filme médio.
:: O SONHO DE CASSANDRA ::
Sai o neurótico Woody Allen e entra em cena seu alterego, como um superherói: um diretor longe de infalível, mas robusto, capaz.
:: PECADOS INOCENTES ::
É potencializado pela presença desta grande atriz, Julianne Moore, no melhor papel de sua carreira depois de muito tempo, fazendo coisas quase inomináveis em cena.
:: FÔLEGO ::
Tenta alcançar o sublime através deste cafona proposital, o que causa uma impressão final um tanto abjeta.
:: Um Beijo Roubado ::
É um sonho de filme, causando um efeito quase lisérgico sobre o espectador que percebe-se envolto nos ritmos sensuais deste passeio de Wong Kar-Wai por território hostil.
:: LA SOLEDAD ::
Jaime Rosales consegue com imensa maestria capturar a sobreposição de sentimentos que compõem a solidão.
:: MARATONA DO AMOR ::
Para o filme dirigido pelo "Friends" David Schwimmer ganha a corrida quem assisti-lo em casa.
:: BOARDING GATE ::
Injetando sangue quente na frieza metálica dos suspenses de espionagem, Olivier Assayas ressalta que a dor-de-cotovelo é mais globalizada do que a cocaína, a corrupção, o imperialismo ou a pirataria.
:: PONTO DE VISTA ::
Um filme sobre atentados explosivos que é uma bomba em si.
:: PARTÍCULAS ELEMENTARES ::
Michel Houellebecq: agora em versão para toda a família. E então temos um filme “polêmico” customizado para platéias facilmente impressionáveis.
:: EX-DRUMMER ::
O importante é que você o ame ou odeie apaixonadamente.